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Entre aspas: Aquelas coisas que ninguém nos conta

27 Nov

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Não importa a sua idade, o que você já viveu, se o seu nome está limpo na praça e quanto a balança da farmácia acusa toda vez que você sobe nela. Uma coisa é certa: toda mulher já idealizou um amor. Na verdade, acho que todo mundo já teve lá suas fantasias.

Homens e mulheres já pensaram nas qualidades que gostariam que suas mulheres e homens tivessem. Quero um cara que me entenda, que me ouça, que tenha alguma beleza, que use cintos decentes, que não ajeite a cueca no meio da rua, que saiba falar italiano e que goste de arte. Quero uma mulher que tenha bons peitos, saiba fazer sushi, goste de rock, curta um filminho pornô e saiba rir. Cada um idealiza de um jeito. Até que a realidade bate forte na nossa porta.

É claro que eu tinha sonhos e uma lista extensa. Queria que fosse moreno, tivesse olhos claros, fosse alto, tivesse braços fortes, soubesse cantar, me fizesse rir, gostasse de cachorro, soubesse cozinhar, fosse carinhoso, atencioso e me escutasse. Meu marido não é igual a essa lista, ou seja, ele não é o marido dos sonhos. É moreno, tem os olhos claros, tem a minha altura, tem braços fortes, não canta, mas toca violão e guitarra, me faz rir, passou a gostar mais de cachorro depois de me conhecer, não sabe cozinhar, mas prepara ótimos drinks, é carinhoso, atencioso e me escuta. De vez em quando. É que ele pertence ao gênero masculino, ou seja, não consegue prestar atenção em tudo que eu digo, pois falo rápido e mudo de assunto a todo instante. Apesar disso, sei que ele tenta me acompanhar. Além disso, ele é dono de um humor que chega a me assustar de tão bom. Juro que nunca vi pessoa mais bem humorada. Mas ele também é ranzinza, cheio de manias, meio mimado, gosta de tudo do jeito dele, rói as unhas e tem mais um monte de defeitos. É que ele é de carne e osso, é gente. E gente é assim, se é que você me entende.

Crescemos com uma ideia na cabeça. A vida inteira é assim, até que a gente se depara com o amor. E agora? E agora você abandona tudo que achou, tudo que sonhou e começa a sonhar junto. É muito mais legal, muito mais excitante, muito mais divertido, muito mais perigoso.

O amor não tem fórmula, mas eu acho que o amor tem que fazer rir, tem que ter graça. A graça tem que entrar na hora em que as coisas ficam mais pesadas, mais sérias, mais sem saída. É que nem sempre tudo é bom e caminha bem. O amor de vez em quando anda na corda bamba. Ele tropeça, quase cai, mas fica em pé. Porque ele precisa ser trabalhado, não basta amar e pronto. O amor tem rotina, tem ronco, tem louça suja, tem conta que vence, tem tapete do banheiro molhado, tem tampa da privada levantada, tem bagunça no meio da sala, tem roupa pra lavar, tem cocô do cachorro pra juntar, tem ciúme, tem briga, tem sujeira, tem toalha molhada na cama, tem comida no forno, tem copo vazio na mesa de centro, tem discussão por besteira, tem calor, tem frio, tem sede, tem fome.

Amar não é nada fácil, apesar do amor ser simples. O amor é construção. E é justamente por isso que a gente deve esquecer tudo que aprendeu, tudo que imaginou e começar do zero. E recomeçar todo santo dia. Porque o amor é isso: um eterno recomeço.

 

Clarissa Corrêa

Texto escrito pela redatora publicitária e escritora Clarissa Corrêa. Blog dela aqui

Entre aspas: Aquelas coisas que ninguém nos conta

27 Nov

20121125-102246.jpg
Não importa a sua idade, o que você já viveu, se o seu nome está limpo na praça e quanto a balança da farmácia acusa toda vez que você sobe nela. Uma coisa é certa: toda mulher já idealizou um amor. Na verdade, acho que todo mundo já teve lá suas fantasias.

Homens e mulheres já pensaram nas qualidades que gostariam que suas mulheres e homens tivessem. Quero um cara que me entenda, que me ouça, que tenha alguma beleza, que use cintos decentes, que não ajeite a cueca no meio da rua, que saiba falar italiano e que goste de arte. Quero uma mulher que tenha bons peitos, saiba fazer sushi, goste de rock, curta um filminho pornô e saiba rir. Cada um idealiza de um jeito. Até que a realidade bate forte na nossa porta.

É claro que eu tinha sonhos e uma lista extensa. Queria que fosse moreno, tivesse olhos claros, fosse alto, tivesse braços fortes, soubesse cantar, me fizesse rir, gostasse de cachorro, soubesse cozinhar, fosse carinhoso, atencioso e me escutasse. Meu marido não é igual a essa lista, ou seja, ele não é o marido dos sonhos. É moreno, tem os olhos claros, tem a minha altura, tem braços fortes, não canta, mas toca violão e guitarra, me faz rir, passou a gostar mais de cachorro depois de me conhecer, não sabe cozinhar, mas prepara ótimos drinks, é carinhoso, atencioso e me escuta. De vez em quando. É que ele pertence ao gênero masculino, ou seja, não consegue prestar atenção em tudo que eu digo, pois falo rápido e mudo de assunto a todo instante. Apesar disso, sei que ele tenta me acompanhar. Além disso, ele é dono de um humor que chega a me assustar de tão bom. Juro que nunca vi pessoa mais bem humorada. Mas ele também é ranzinza, cheio de manias, meio mimado, gosta de tudo do jeito dele, rói as unhas e tem mais um monte de defeitos. É que ele é de carne e osso, é gente. E gente é assim, se é que você me entende.

Crescemos com uma ideia na cabeça. A vida inteira é assim, até que a gente se depara com o amor. E agora? E agora você abandona tudo que achou, tudo que sonhou e começa a sonhar junto. É muito mais legal, muito mais excitante, muito mais divertido, muito mais perigoso.

O amor não tem fórmula, mas eu acho que o amor tem que fazer rir, tem que ter graça. A graça tem que entrar na hora em que as coisas ficam mais pesadas, mais sérias, mais sem saída. É que nem sempre tudo é bom e caminha bem. O amor de vez em quando anda na corda bamba. Ele tropeça, quase cai, mas fica em pé. Porque ele precisa ser trabalhado, não basta amar e pronto. O amor tem rotina, tem ronco, tem louça suja, tem conta que vence, tem tapete do banheiro molhado, tem tampa da privada levantada, tem bagunça no meio da sala, tem roupa pra lavar, tem cocô do cachorro pra juntar, tem ciúme, tem briga, tem sujeira, tem toalha molhada na cama, tem comida no forno, tem copo vazio na mesa de centro, tem discussão por besteira, tem calor, tem frio, tem sede, tem fome.

Amar não é nada fácil, apesar do amor ser simples. O amor é construção. E é justamente por isso que a gente deve esquecer tudo que aprendeu, tudo que imaginou e começar do zero. E recomeçar todo santo dia. Porque o amor é isso: um eterno recomeço.

Clarissa Corrêa

Texto escrito pela redatora publicitária e escritora Clarissa Corrêa. Blog dela aqui

Le texte des autres : Sem retoques

5 Nov

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Durante algum tempo, me senti fora de mim. Antes que você pense que estou bêbada, sob o efeito de alucinógenos ou com algum sintoma de esquizofrenia, explico: eu não me sentia confortável com meu jeito de ser.

Acho que a gente passa boa parte da vida tentando descobrir quem é. Existe uma fase em que achamos que temos que provar algo para alguém (pode ser pai, mãe, tio, professor, amigo). Já tentei agradar outras pessoas inventando uma espécie de personagem. É chato, dá trabalho, cansa e no final do dia a gente se sente uma farsa, quase um lixo.

Já disse que gostava de futebol para um cara que era louco pelo Grêmio. E olha que eu não sei o que é impedimento (já tentaram, inutilmente, me explicar mais de cinco vezes). Já disse que ia terminar a faculdade de Direito para agradar a minha mãe (não consegui e larguei na metade) e a de Psicologia para agradar meu pai (não consegui e larguei um ano antes de me formar). Já disse tanta coisa e depois me arrependi. Já fiz tanta coisa só para gostarem de mim. Pura carência. Puro medo de não ser aceita. Puro engano. Até que chegou uma hora em que eu decidi ter um papo bem sério comigo mesma. Me chamei num cantinho e disse: escuta aqui, você está querendo enganar quem?

A gente se passa a perna constantemente. E o pior: sem a menor vergonha na cara. E fazemos de novo, de novo, de novo. Até a hora do basta. Acredito que a Hora do Basta é aquela hora em que o mundo para um segundo de girar, uma luz forte e assustadora se acende bem na nossa fuça e a gente entende o que diabos está fazendo no mundo. Porque todo mundo aqui tem uma missão. É ou não é?

Não dá para viver de aparências. Somos o que somos. Sem máscara, sem fingimentos, sem esforço. Mas isso eu só entendi depois de algum tempo. E foi aí que comecei a viver de verdade.

Quer saber quando as coisas começaram a dar certo? Quando decidi que ia viver minha vida de modo que quando eu deitasse a cabeça no travesseiro me orgulhasse a cada segundo de erro por erro, acerto por acerto, defeito por defeito, qualidade por qualidade. Sem o menor medo, sem o menor pudor e com o maior respeito não por uma imagem que criei, mas por uma essência que é natural e sem retoques.

E eu sou assim como você vê: sensível ao extremo, dramática até dizer chega, um pouco sem paciência com lerdeza, dona de um humor matinal quase azedo, com um caminhão de defeitos chatos e outros tantos incorrigíveis, mas com uma franqueza no tom da voz e no brilho do olhar. Se você não gosta do meu natural, tudo bem, é direito seu. Não vou me maquiar na tentativa de você gostar de mim.

Quer saber quem escreveu esse texto ?

 Clarissa é Clarissa porque um dia a dona Clara leu um livro e decidiu que assim seria. E assim foi. Depois de passar pelas faculdades de Direito e Psicologia, decidiu fazer o que mais ama: escrever. Concluiu o curso Formação de Escritores e Agentes Literários, na Unisinos. Escreve crônicas, contos, receitas, bilhetes, cartas, cartões, títulos, textos e, se bobear, até bula de remédio. É redatora publicitária e autora de dois livros: Um Pouco do Resto (crônicas) e O amor é poá (frases). Essa ai é a descrição que ela da no seu blog. Para conferir o blog clique aqui

A escritora e publicitária gaúcha Clarissa Corrêa tem uma coluna na revista TPM chamada Confusões e confissões onde escreve crônicas sobre os sonhos, desamores, romances e segredos que as mulheres guardam dentro de suas bolsas e corações. -> Confusões e confissões

Twitter -> @clariscorrea

Email para contato -> clariscorrea@gmail.com

                                                                                       Xoxo,

                                                                                                  Nanda!

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