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Pensamentos secretos

17 Out

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Será que alguém conhece alguém de verdade? Nunca aconteceu de morrer uma pessoa de sua família e começarem a rolar – à boca pequeníssima – umas histórias que você jamais imaginou, nem em sonhos? Amores secretos, traições, heranças mal resolvidas – e sexo, claro. Aliás, nem é preciso esperar que a pessoa morra. Se tiver uma tia bem indiscreta, daquelas consideradas loucas pela família – e quem não tem uma tia assim? -, vai saber de histórias que nunca imaginou que existissem, a não ser na cabeça de Nelson Rodrigues. Quais são as pessoas mais próximas a você? Teoricamente, seus pais e seus filhos. E você acha que sabe como eles são, as coisas que já fizeram ou que são capazes de fazer? Se respondeu sim, sem hesitar, cuidado: está passando o maior recibo de ingênua, e tudo indica que pode ser enrolada a qualquer momento, por qualquer um. Aquela senhora tão distinta e aquele senhor tão considerado: não dá para acreditar que tenham experimentado os desejos mais violentos por outros/outras que não o próprio cônjuge. E mais: já imaginou que eles, mesmo com a cabeça branca e tão sensatos, já fizeram loucuras e transaram com tanta paixão quanto todas as pessoas do mundo?

Você, por exemplo? Pense um pouco: será que seus pais têm uma vaga idéia do que já foi capaz de aprontar? E acha que eles são diferentes? Por quê? No mínimo, por uma questão de DNA, vocês têm alguma coisa em comum. Mas é difícil para um pai admitir a sexualidade dos filhos; tanto quanto para um filho admitir a sexualidade dos pais. No fundo, todos gostaríamos que eles – nossos pais e nossos filhos – apreciassem música clássica e se unissem a pessoas de sentimentos nobres, com quem tivessem filhos bonitos e inteligentes, de preferência como a Virgem Maria: sem sexo. É claro que somos modernos e esclarecidos, vivemos a época da pílula e da liberação sexual, tivemos a sorte de ser da geração pré-aids – e aliás aproveitamos -, mas em relação a nossos pais continuamos tão caretas quanto se vivêssemos no século retrasado. E em relação a nossos filhos também.

Bem, agora que ficou claro que não conhecemos nem nossos pais nem nossos filhos, responda: e você, se conhece perfeitamente? Quando deita a cabeça no travesseiro tem a coragem de pensar – só pensar – em seus desejos mais secretos? Ou se enrola e toma um Lexotan para evitar esse tipo de pensamento? Eles são tão perigosos que podem ser pecaminosos; quem não se lembra do tempo em que era criança e se ajoelhava para confessar aqueles grandes pecados de quando se tem 10 anos? Sempre surgia aquele inevitável “pequei por pensamentos”, que nos acompanha pela vida inteira. Ah, a culpa pelos maus pensamentos; e que maus pensamentos são esses? Ter desejado a mulher – ou homem – do próximo? E desejar um homem que não tem dono, pode? E quem é que está assim tão solto na vida para que se possa desejar sem pecar? Ah, o tal do pecado.

P.S.: Texto escrito por Danuza Leão.

                                                                                                 Xoxo,

                                                                                                           Nanda!

O que nós queremos deles

10 Out

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Mas afinal, o que querem as mulheres de um homem? O que nós queremos? Em primeiro lugar, que ele nos ame muito; muito, mas não exageradamente. Que nos entenda, que nos ouça sempre com muita atenção, mesmo que não esteja muito interessado no que estamos falando (mas fingindo estar). Não, ele não precisa nos trazer flores; mas deve estar sempre nos procurando, fazendo um carinho no nosso ombro, pousando (apenas pousando) a mão na nossa coxa por debaixo da mesa ou quando estiver dirigindo o carro, coisa de quem se sabe dono absoluto do nosso coração (e do nosso corpo); só faz isso um homem seguro, que é o que todas queremos.Por outro lado, é preciso que ele nos solicite muito, pergunte que gravata deve usar, se gostamos da água-de-colônia nova, que carro deve comprar, mesmo que acabe fazendo o que quer, sem dar a mínima para nossa opinião. Mas também é preciso que às vezes fique quieto, calado, para nos deixar bem inquietas, imaginando no que será que ele está pensando. Mulher não pode nunca se sentir nem muito segura nem muito insegura: tem que ser no ponto certo. O ponto certo, essa é a questão. Para isso é preciso sensibilidade, coisa fundamental no homem que se ama. Sensibilidade para sentir quando estamos precisando de um carinho, de um amasso ou de ficar em silêncio. E ser capaz de, na hora de uma briga, dizer “vem cá, sua boba”, e a gente se aninhar nos braços dele esquecendo de tudo que estava falando. Ah, como é bom um homem assim. Não é preciso que ajude a lavar os pratos nem a arrumar a cozinha, essas bobagens a gente faz com o maior prazer quando ama. Mas a cada cinco minutos pode perguntar, enquanto assiste o futebol (sem tirar os olhos da TV), se ainda vai demorar muito essa arrumação, pedir para você levar uma cerveja e dizer “vem sentar do meu lado para ver o jogo”. Esse jogo não nos interessa nem um pouco, mas saber que ele precisa de nós num momento tão crucial é tudo de que precisamos para ser felizes. E quando o time dele fizer um gol e ele comemorar te abraçando e beijando muito, seja solidária e mostre-se tão feliz como se tivesse acabado de ganhar o mais lindo vestido da última coleção de Valentino. Não basta ser mulher: tem que participar. A hora de ir para a cama é muito importante: mesmo que ele esteja estudando um processo ou lendo uma revista em quadrinhos, é fundamental que ponha a perna em cima da sua, para que você sinta que, aconteça o que acontecer, ele estará sempre ligado em você. E um homem que quer ser amado sobre todas as coisas não pode jamais, mas jamais, depois de apagar a luz do abajur, se virar de costas para dormir; isso é crime que nenhuma mulher perdoa. E quando, já no escuro, ele faz um carinho na sua cabeça e se encaixa – não há mulher que resista a um homem que sabe se encaixar bem -, aí é que você sente a felicidade total e pensa que é aquele homem, aquele e nenhum outro, que pode fazê-la feliz. É só isso que queremos dos homens. Não é pedir muito, é?

P.S.: Texto escrito por Danuza Leão.

                                                                                     Xoxo,

                                                                                                 Nanda!

Paixão, mulheres e amigas

3 Out

 O que as mulheres são capazes de fazer por uma paixão? Praticamente tudo. As apaixonadas vivem em outra dimensão e só se entendem com outras apaixonadas. Alguém, em seu estado normal, pode conceber que, na era pré-celular, havia quem passasse o dia inteiro em casa porque ele poderia telefonar? E, como nas casas só existia um telefone, ninguém podia falar, para não ocupar a linha. Converse com algumas mulheres dessa época e elas terão muitas histórias para contar, todas abso-lu-ta-men-te idênticas. Porque elas (nós), quando se apaixonam, são todas iguais. Experimente perguntar a sua amiga como foi que eles se conheceram, como tudo começou. E pode pegar um livro, disfarçadamente, pois ela vai falar durante horas sem que você precise dizer uma só palavra. As apaixonadas mentem para o chefe com a cara mais inocente e adoecem a tia ou a mãe sem nenhuma culpa, arriscando o emprego e talvez o futuro, para ficar com ele mais algumas horas na manhã de segunda-feira.

A criatividade de uma mulher apaixonada não tem limites. Se ele não é totalmente livre, digamos assim, ela vai descobrir o nome da outra, a profissão, o número do telefone do trabalho, o nome e a idade dos filhos em mi-nu-tos. Para uma mulher apaixonada, é fundamental ter uma amiga com poucos escrúpulos, muito tempo vago, hábil e com talento
para fazer todos os papéis, se for preciso – e sempre é. Porque ela é quem vai ligar à noite para saber se ele está em casa, vai se plantar dentro do carro até de madrugada para ver se ele entrará sozinho no apartamento ou com alguma vadia. Essa amiga topa dar uma festa só para você poder usar seu vestido mais sexy – e convidá-lo, claro. Quem tem uma amiga assim tem tudo na vida e, se tiver um amigo – pois às vezes é necessário uma voz de homem -, aí é o paraíso. São raros esses amigos tão preciosos, mas eles existem. Uma mulher apaixonada não hesita em cometer os maiores desvarios. Se o telefone dele
estiver ocupado durante muito tempo, ela é capaz de ligar para aquela mulher de quem desconfi a – e sabe o número de cor -, e, se o dela também estiver ocupado, é elementar: eles estão falando entre si.

Ah, as mulheres apaixonadas: por mais sérias que sejam, por mais responsáveis diante do mundo, viram doidivanas quando um homem consegue atingir seu coração. Elas são maravilhosas, todas tão diferentes e tão iguais; e não existe nada melhor do que ouvi-las
falando de seus amores. Entre o papo de duas adolescentes ou de duas mulheres várias vezes casadas e com filhos de diversos maridos, não há diferença. Afinal, não há maior estado de graça do que estar apaixonada. Se você tem uma ou duas amigas assim, aproveite para aprender o verdadeiro sentido da vida. E faça isso antes que alguém chame a ambulância do manicômio e o enfermeiro leve-as em camisa-de-força. A única chance que elas têm de escapar é se a psiquiatra for mulher e também estiver apaixonada; nesse caso, o papo vai se estender até o dia clarear. A três, é claro. O que seria do mundo sem as mulheres?

P.S.: Quem escreveu esse texto foi a Danuza Leão.

                                                                                             Xoxo,

                                                                                                       Nanda!

Ziriguidum Pós-apocalipse

1 Out

“Anunciaram e garantiram

que o mundo ia se acabar […]

E sem demora fui tratando de aproveitar.

Beijei na boca de quem não devia

Peguei na mão de quem não conhecia

Dancei um samba em traje de maiô

E o tal do mundo não se acabou!”

Essa música super divertida da nossa estrela Carmen Miranda bem que poderia servir para os dias de hoje. Porque você já ouviu falar desse ziriguidum todo que dizem que vai acontecer no planeta em 2012, não ouviu? Se não, a gente explica: ele já deu tanto pano pra manga que até virou roteiro em Hollywood (“2012, o Filme”). O lance é o seguinte: alguns profetas e civilizações do passado – maias, egípcios, celtas, hopis, Nostradamus, budistas etc. – fizeram uma previsão de que a Terra estaria com os dias contados e que a “jiripoca piaria” lá para o fim de 2012. Tem gente que fala de asteroide gigante caindo aqui, mega desastres naturais, invasão de ETs, tempestade solar…

É claro que ninguém tem certeza de nada e é claro também que tem muita gente que interpretou esse “fim” de uma forma mais abstrata. Ou seja: seria o término de um ciclo de cada-um-pensando-só-em-si-mesmo para todo-mundo-pensando-e-agindo-junto-para-melhorar-o-planeta, coisa, aliás, que já vem acontecendo com essa onda ecológica toda. Hoje em dia, quem não tem sua ecobag charmosa para substituir as sacolinhas de plástico e não olha feio para quem polui, judia ou maltrata os animais e o meio ambiente?

É, as pessoas realmente estão se unindo nessa missão de preservar a nossa grande “casa”. Sabia que em Taiwan tem lanchonete fast-food que dá desconto se a pessoa leva o seu próprio copo? Que já inventaram uma camiseta que recarrega o celular? Que uma igreja em Goiás manda plantar uma árvore pra quem acha que deu uma pecada básica? E que muito em breve teremos avião de passageiros que usa algas como combustível? E mais ainda: inventaram até um banheiro masculino que filtra o xixi e rega as plantas enquanto o povo se alivia. Maravilha, né?

Mas vamos imaginar se a gente tivesse mesmo só mais um pouquinho de tempo para curtir a vida, que lista de dez coisas você faria?

Viajaria para um lugar muito exótico, tipo o Butão, no Himalaia, país considerado um dos mais felizes do mundo? Beijaria alguém em especial?

Comeria seu doce preferido? Compraria roupas e acessórios lindos e coloridos pra você? Pediria autografo para os caras do “Crepúsculo”? Faria um outdoor gigante com a sua foto e colocaria alguma mensagem? Andaria de balão? Abraçaria os cachorros na rua? Mandaria colocar o seu nome em alguma estrela? (Acredite, tem empresa que faz isso.) Aprenderia a tocar algum instrumento? Desfilaria numa passarela? Compraria um Smart pink? Na verdade, com Armagedon ou sem Armagedon, seria bem legal pensar nessa lista para requentar seus sonhos e desejos que, às vezes, ficam meio dormidinhos.

Mas, espera, espera! Tive uma ideia: e se a gente mandar um email pra gente mesma no futuro – tipo dia 1º de janeiro de 2013- perguntando mais ou menos assim: “Tudo bem por ai”? Sim, tem um site que faz isso, o Future Me (futureme.org). Você entra lá e escreve uma mensagem para receber em qualquer data que quiser (até o ano de 2060) e eles enviam no dia certinho. Bom, então, você já sabe: se receber e estiver tudo nos “trinques”, aí é só continuar curtindo a vida adoidado. Mas não esquece a ecobag:).

Texto escrito por Gisela Rao, retirado de Plastic Dreams.

Para entender os outros

26 Set

Começo a entender melhor as pessoas diferentes… as loucas, as que arriscam e vivem livremente. É uma decisão: ou fico nessa caixinha onde todos gostam e ficam felizes por eu ser previsível, mas onde estou presa e infeliz. Ou saio, rompo com tudo o que me limita e voo mais alto e sou feliz. Estou criando disposição para a segunda opção. Liberdade! Foi o que meu amado conquistou pra mim!

Viver é complicado? É, um pouco. E como tornar a vida mais fácil? Entre outras coisas, aprendendo que todos nós temos um código e, quando passamos a conhecer o nosso, e o dos outros, tudo fica mais suave. Dentro da família podemos ter mãe, pai, dois irmãos, três tias, cinco primas, marido, filhos… É preciso entender o idioma de cada um para não viver num planeta em que cada pessoa fala uma língua diferente. Sabe quando você ouve no telefone a frase “então te ligo; quem sabe a gente vai jantar?”. Pois isso talvez queira dizer várias coisas: pode ser apenas uma desculpa para desligar o telefone, pois o assunto não está interessando; pode ser que a pessoa esteja esperando uma ligação e não queira ocupar a linha; pode ser que tenha começado o telejornal, e mais 300 razões diferentes, algumas inimagináveis. Os horários, por exemplo: um encontro marcado para nove da noite pode significar nove e meia; entre dez e meia e onze; e em alguns casos até nove horas mesmo. Agora, se você conseguir decodificar o idioma da pessoa, não vai se irritar de ficar esperando duas horas, porque já sabe que, quando ela diz nove, está querendo dizer onze, certo? São essas filigranas que desgastam a relação e você deve fazer todos os esforços para evitar que isso aconteça.
Um capítulo sujeito a muitos mal-entendidos é o do amor. Quando um homem diz “eu te amo”, é possível traduzir isso de umas 500 maneiras, só que as mulheres costumam ouvir sempre da mesma. A mais frequente é ele dizer um “eu te amo” e ela ouvir um “quero me casar com você”, sendo que a maior parte das vezes ele diz “eu te amo” querendo dizer “quero transar com você”. Complicado? Nem tanto; apenas uma questão de tradução. Essa declaração de amor pode também querer dizer que ele está te amando profundamente naquele momento, e não que esteja propondo fundar um lar. E dependendo de quantos copos de vinho ele tiver tomado, da luz e da música que estiver tocando, pode até pintar uma proposta de morarem juntos, o que não quer dizer que você deva levar ao pé da letra. E é melhor mesmo que não leve. Mas as mulheres adoram ser pedidas em casamento, e a qualquer sinal de vitória – porque é uma vitória – passam a amarrar a coisa. Costumam começar com um “na sua casa ou na minha?” e, dependendo, mais uma vez, de estarem na segunda ou terceira garrafa de vinho, dali meia hora ela já está falando na decoração, se vão usar o mesmo computador ou se é melhor cada um ter o seu. Quanto a ele – todos sabem que o álcool provoca amnésia, principalmente no homem. Ele sai todo lampeiro, volta para seu adorado espaço, a coisa mais preciosa que acha que tem, e vai ficar surpreso quando telefonar na quarta-feira perguntando “vamos pegar um cineminha?”, e ela atender de mau humor. Se um dia homem e mulher falarem a mesma língua podem começar a se entender. Mas nem todas as coisas têm de ser traduzidas, porque aí pode ficar tudo tão sem graça que o amor desapareça da face da Terra.

P.S.: O texto foi escrito pela Danuza Leão e foi retirado da revista Claudia Nº3 Ano 50, Março de 2011.

                                                                                  Xoxo, 

                                                                                            Nanda!

A tal da maturidade

19 Set

A gente nasce criança, depois vira adulta e é condenada à tal da maturidade. Ser chamada de imatura depois dos 40 é quase uma ofensa. Se dito por amigos, pode até ter uma conotação carinhosa: que para você o tempo não passa, que continua a mesma criança. Um elogio, de certa maneira, mas no qual vem embutido – também de certa maneira – algo do tipo: “Nela não se pode confiar para empreitadas mais sérias”. Uma criança, sabe como é… Uma delícia para passar algumas horas, mas sempre uma criança. Vamos falar mais claro: um ser imaturo é, basicamente, irresponsável. E quem confia num ser irresponsável, seja para oferecer emprego, entregar o coração, seja para dar um antibiótico de quatro em quatro horas?

Afinal, para que ser adulto? Com a maturidade, chegam as responsabilidades. Você passa a ser responsável por sua vida e, mais tarde, pela vida dos filhos, tomando decisões das quais não tem nenhuma certeza – mas essa é a obrigação das mães e dos pais. Quando esses filhos crescem e têm os próprios filhos, é possível que seja chamada para dar uma opinião – a quem eles apelariam? A você, que tem – ou deveria ter – as respostas para todas as perguntas, do remédio para a febre aos limites que se deve impor a uma criança. Só que não tem, porque ninguém tem.

Ah, os filhos… Como eles sabem pouco sobre nós. Não sabem que nossos cabelos brancos não querem dizer nada e que temos tantas dúvidas quanto eles. Como saber se é melhor abrir mão de um excelente trabalho em troca de outro que privilegia a qualidade de vida? Aliás, o que é qualidade de vida? Ter tempo para ouvir o canto dos passarinhos e ler? Ter tempo para pensar em problemas nos quais não pensaria se tivesse que acordar cedo, encarar um horário? Às vezes você acha que felizes são os que não tem escolha.

Uma mulher madura tem a obrigação de tomar decisões sozinha – até porque não tem com quem dividir as dúvidas. Faz a reforma da cozinha ou uma viagem? Troca o computador ou manda forrar o sofá da sala? Divide com os filhos uma grana que pintou inesperadamente ou pensa que eles têm muito mais vida pela frente do que você e da uma puxadinha na cara? Oh, as dúvidas de uma mulher resolvida.

Ninguém imagina quanto ela precisa de alguém que – simbolicamente – segure sua mão para atravessar a rua; que segure sua mão para atravessar a vida que é mais perigosa do que qualquer esquina. De alguém que diga que, se continuar sem comer – com essa mania de magreza -, vai acabar doente; de alguém que telefone para sua empregada pedindo para ela cuidar direito de sua alimentação. Lembra como você ficava com raiva quando isso acontecia? “Ei, você pensa que eu ainda sou criança?” Pois é.

Também seria bom ter alguém que perguntasse se você fez o imposto de renda e dissesse que você pode comprar o apartamento, pois, se não conseguir vender o antigo a tempo, ele adianta o dinheiro.

Só se amadurece quando não se tem mais com quem contar, quando se não tem mais pai e mãe. Mas isso a gente só sabe depois.

P.S: Texto escrito por Danuza Leão, retirado da revista Claudia, da coluna “Conversa com a Danuza”. Edição de setembro de 2011 , Nº 9 ano 50.

                                                                                     Xoxo,

                                                                                               Nanda!

Hoje

14 Set

Hoje percebi que minha vida não era o que pensava, era apenas uma ilusão, um fruto da minha imaginação, os que eu achava que eram os certos, na verdade são os mais errados. As mascaras caíram e a verdade veio à tona, na realidade, a minha verdade. Creio que nunca tenha acreditado, mas preferir acreditar (ou fingir que acreditava) para não sofrer, mas hoje percebi que não dava mais pra continuar assim, não dá pra tampar o sol com a peneira.

A cada dia que passa a minha vida se torna mais difícil, porém mais esperançosa e é com as dificuldades que busco forças para continuar lutando contra as barreiras que normalmente são as pessoas  que insistem em  colocar na minha frente, percebi que essas barreiras eu posso ultrapassar quando quiser, afinal eu decido o que faço, e só dependo de mim mesma para conquistar tudo o que eu quiser.

Às vezes me pergunto se o sol irá voltar no dia seguinte e junto a ele os  problemas de sempre? As pessoas me machucam,  machucam os outros e algumas não sabem amar, ou talvez simplesmente evitem demonstrar. Mas o que seria de um homem sem poder amar? Não consigo imaginar, apesar de ás vezes achar que o amor não vale a pena, pelo sofrimento que muitas vezes ele pode causar. Muitas pessoas dizem estar ao meu lado, mas quando preciso de alguém essas são as primeiras a me virar as costas e aquelas que eu julgava serem ruins, são as que sempre me ajudam. Hoje percebi que devo viver todos os dias intensamente, pois nunca se sabe quando será o seu último.

Só hoje notei como a vida passa rápido, pois é, até outro dia  eu era apenas uma garotinha brincando com bonecas com uma inocência que só uma criança consegue ter, muitas vezes sinto falta dessa inocência. Em vez de ficarmos nos preocupando com o que os outros vão achar, devemos viver a vida da maneira que quisermos viver. Há pessoas me encarando, olhando só como minha vida está esperando eu dar um passo errado, para poder rir da minha queda, se eu por algum motivo em algum momento “cair”, ou alguém me derrubar, pode ter certeza eu me levantarei, para a surpresa de todos, mais forte do que nunca, porque a vida é feita de vitórias e fracassos e a vida é maravilhosa para quem não tem medo dela.

Um dia eu aprendo em quem confiar e se não achar alguém em que confiar, confio em mim mesma, pois hoje aprendi que quem acredita sempre alcança.

Pra completar o texto uma música que eu e Gabi amamos, que é “Só Hoje” do Jota Quest. -> Jota Quest

                                                                                         Xoxo,

                                                                                              Nanda&Gabi!

Uma vida de luxo

12 Set

É impossível viver sem ele; só que existem luxos e luxos. Para a milionária Barbara Hutton, a herdeira mais rica dos Estados Unidos, um deles foi mandar fabricar um Rolls-Royce em tamanho pequeno para dar de presente a seu filho, então com 9 anos. E, para motorista do carro, contratou um anão. Será que ter dinheiro demais pira a cabeça das pessoas, elas nunca ficam satisfeitas? Detalhe: depois de nove casamentos, Barbara Hutton morreu pobre.

Para não ser radical, admito que algum dinheiro sempre ajuda, mas não é tão fundamental assim. Então vou falar de algumas coisas que são, para mim, o luxo dos luxos e que não custam quase nada. Acordar num domingo de manhã sabendo que a faxineira não vem, que todos os eletrodomésticos da casa estão funcionando e que, com a graça de Deus, o telefone não vai tocar. O dia será silencioso, e o único movimento na casa será dos gatinhos (agora tenho mais dois) correndo enrolando uns nos outros sem emitir um só som. Um domingo assim é um luxo total. Outra preciosidade é, depois de passar 20 dias sem comer carboidrato, nem unzinho, pegar no armário aquela calça de 15 anos atrás, quando você era uma sílfide, e o zíper fechar. A felicidade é maior do que se ganhasse um brilhante.

E quando você chega da rua,com um calor de matar, pega um copo (bonito, de preferência) e tomar uma água bem gelada, não é um luxo? Se puser dentro de uma jarra (bonita, de preferência) cascas de limão-siciliano e deixar na geladeira, vai ser a água mais fresquinha e perfumada que tomou. Não é um superluxo? Aí você se refresca num chuveiro e depois vai para o quarto, liga o ar-condicionado e se deita numa cama com lençóis brancos limpinhos, cheirosos. Tem luxo maior? Dar um mergulho num mar azul, sem ondas, sem se preocupar com os cabelos, depois tomar uma água de coco? E então comer um peixe grelhado, temperado apenas com sal, limão e um fio de azeite.

Depois de passar por várias paixões sofridas e alguns casamentos errados, não estar apaixonada é um luxo. Uma sexta-feira, às 7 da noite, você está sozinha, sem a angústia de esperar aquele telefonema. Sente-se independente e decide sair. Enquanto pinta o olho, começa a pensar em que restaurante vai sem ninguém para dizer que prefere outro. Quando chega lá, toma dois drinques sabendo que é uma mulher livre e resolvida, que não precisa de ninguém para uma coisa tão banal, que é jantas fora. Não é um luxo?

Bom demais é ter resistido à compra daquele vestido lindo, que fez você ficar duas noites sem dormir pensando “compro ou não compro?”, e passar pela loja uma semana depois, ver que ele está em liquidação, pela metade do preço, e que você nem quer mais.

E quando chega de uma reunião de trabalho com a cabeça quente, se sentindo um lixo, e a empregada fez aquela sobremesa que você adora, não é como se o Universo estivesse todo a seu favor? E o resultado do exame avisando que a saúde está ótima? E seu filho que telefona para dizer que está com saudades? Percebo que misturei muitos luxos com momentos de felicidade; e existe luxo maior do que ser feliz?

P.S.: Texto escrito por Danuza, retirado da revista Claudia (minha mamis tem assinatura), nº4 ano 50, de abril de 2011. Acho que toda segunda vou colocar um texto dessa escritora, ela escreve muuito bem!

                                                                                             Xoxo,

                                                                                                       Nanda!

Menina Bela

24 Ago

Ela é assim, desse jeito, tão difícil de se entender. Ela é linda como o brilho da lua que ilumina o céu escuro nas noites dos amantes, quando ficávamos juntos, abraçados e dizendo que nos amávamos. Tão perfeita como o pôr do sol pairando sobre as ondas do mar azul que costumava olhar da minha janela naquelas tardes quentes em que me lembrava dos nossos beijos. Nada se compara à sua pureza. Eu até poderia comparar os seus olhos com o de uma esmeralda, mas jóias se quebram e o seu olhar tem um incrível e indestrutível encanto que me atrai e me inspira cada vez mais a escrever poemas de amor. É quando eu me perco e sinto coisas que, quase sempre, nem eu mesmo, consigo explicar. Poderia ser paixão, mas vai muito além disso. Poderia ser amor, mas não sei se chega a tamanha proeza. O que sei é que ela teima em aparecer em meus sonhos todas as noites me dando um beijo e dizendo em meus ouvidos palavras apaixonantes. Não sei se tudo isso não passa de ilusões criadas pelo meu coração, para tentar tirar esse vazio e essa solidão que me invade e inevitavelmente toma conta de minh’alma.  Mas quando posso enxergá-la, sinto como se tudo em mim mudasse. Você me inspira a, enfim, viver. E eis a menina que é assim tão difícil de se compreender, mas tão fácil de se amar. Ela nunca sabe o que sente. Não sabe se gosta ou se ama. Se não gosta, se odeia. Sabe apenas que o que é preciso pra ela ser feliz é se entregar de corpo e alma para a vida, sem medo de errar, sem medo de tentar, sem medo de amar, sem medo de nada. Ela diz que sente algo por alguém. Mas não sei o que é que se passa pelo coração dela, e nem quem se passa pela sua cabeça. Ela é tão linda que me leva ao seu mundo, por alguns segundos, em cada um dos seus olhares. Bela de natureza, e aperfeiçoada por vaidade. A meu ver, tudo nela é muito belo. O vento a deixa seduzente ao fazer voar seus cabelos que ganham a cor do sol e incendeiam como fogo e ardem ainda mais o meu forte desejo. Eu me envolvo nas curvas do seu corpo e me entrego sem medo. Tudo muda quando estou ao seu lado, e mesmo que ainda não possa dizer que ela é minha, estarei aqui, pra sempre pensando em quando terei você em meus braços. Sabe por que? Porque de um jeito tão simples, você se tornou assim pra mim… uma menina tão pura, tão especial, tão perfeita aos meus olhos. E assim sem mais nem menos é e sempre serás a minha menina bela.

P.S.: O texto acima foi escrito pelo nosso amigo, Hugo – 14 anos, que estuda na mesma escola que a gente. Ele escreve incrivelmente bem e tem um blog, vão lá visitar galera -> http://www.hugoramoscunha.blogspot.com/

                                                                                   Xoxo,

                                                                                              Nanda!

 

 

 

Dor

22 Ago

Não, eu não estou falando de dor de dente, nem de cabeça, nem de nenhum tipo de dor fisica.

Estou falando da dor emocional, do que vem de dentro e muitas vezes são mais duras e mais devastadoras do que a dor fisica, que nos faz sofrer e  provavelmente nos mudará para sempre.Pode ser um coração partido, a perda de alguém, uma palavra/frase que alguém importante na tua vida lhe disse, dentre outros motivos.Tudo isso dói, as vezes as pessoas machucam as outras sem querer e nem percebem., mas na verdade certas atitudes nos fazem mais mal do que um tapa na cara, mas sabe uma coisa ?

Da para se tirar algo bom da dor, pode se tirar uma lição de vida.

E além do mais, você sabia que da dor saem as melhores composições, textos e poemas e muito mais ? Quer saber também ?

A dor passa, pode ficar saudade e as vezes ficar com os olhos cheios de lágrimas ao relembrar determinado episodio triste/difícil mas os momentos difíceis nos fortalecem e constroem grandes histórias.

Para complementar mais o nosso texto :

Dor emocional ‘dura mais que dor física’, diz estudo

Experiências emocionalmente dolorosas sobrevivem mais tempo na memória que a dor física, afirmaram psicólogos americanos. O estudo da Universidade Purdue, em Indiana, foi feito com base em respostas de voluntários, todos universitários, sobre os eventos dolorosos que eles tinham vivenciado nos últimos cinco anos.

Primeiro, eles foram estimulados a recordar dores físicas e emocionais que haviam vivenciado. Depois, foram submetidos a um difícil teste mental, partindo do princípio de que quanto mais dolorosa a lembrança da experiência, pior o desempenho nos testes.

O resultado sugeriu que as lembranças de dores emocionais eram muito mais vívidas que as outras. Nos testes, as pessoas que recordaram de dores físicas se saíram melhor.

Social evolução
Em um artigo na revista médica Psychological Science, os cientistas disseram que é muito mais difícil reviver a dor física que relembrar dores “sociais”.

Zhansheng Chen, que liderou a pesquisa, disse que a razão provavelmente está relacionada à evolução do córtex cerebral, que processa pensamentos complexos, percepção e linguagem.

“Isto certamente melhorou a capacidade dos humanos de criar e se adaptar, de se relacionar em grupos e com grupos, comunidades e culturas, e de responder à dor associada às interações sociais”, afirmou o pesquisador.

“Entretanto, o córtex cerebral também pode ter tido um efeito não-intencional de permitir aos humanos reviver, re-experimentar e sofrer a dor social”.

Os pesquisadores agora pretendem repetir o experimento com pessoas mais velhas, com maior probabilidade de ter suportado dor crônica.

O psicólogo infantil Michael Hughesman concorda que é possível que a dor emocional seja processada em uma parte do cérebro diferente da que processa a dor física, e que por isso a ‘duração’ da dor seja diferente nos dois casos.

“Há algo de intangível em relação ao dano emocional. Com a dor física, você pode ver a ferida, mas no abuso emocional normalmente há temor e ansiedade remanescentes”, afirmou.

“Se alguém no parquinho da escola diz que vai te pegar após a aula, você tende a ficar ansioso e com medo, mais que se alguém simplesmente chegar e bater em você”.

P.S.:De onde tem escrito “Dor emocional ‘dura mais que dor física’, diz estudo” para baixo foi uma reportagem retirada do Terra e foi publicado dia 29/08/2008 da BBC Brasil – Estados Unidos. De “Para complementar mais o nosso texto :” pra cima é nosso .

                                                                                 Xoxo,

                                                                                           Nanda&Gabi!

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