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Trecho do livro do desassossego

22 Jan

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Só hoje tomei coragem para fazer meu primeiro post do ano, tava com preguiça de tudo, por isso meio que abandonei aqui e algumas redes sociais. Mas agora voltei, e dessa vez é pra ficar, resolvi trazer um trecho do livro que estou lendo atualmente “O livro do desassossego” de Fernando Pessoa, que eu li e gostei muito. Enjoy!

“Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos: de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo.

Entendemo-nos porque nos ignoramos. Que seria de tantos cônjuges felizes se pudessem ver um na alma do outro, se pudessem compreender-se, como dizem os românticos, que não sabem o perigo – se bem
que o perigo fútil – do que dizem. Todos os casados do mundo são mal casados, porque cada um guarda consigo, nos secretos onde a alma é do Diabo, a imagem subtil do homem desejado que não é aquele, a figura volúvel da mulher sublime, que aquela não realizou. Os mais felizes ignoram em si mesmos estas suas disposições frustradas; os menos felizes não as ignoram, mas não as conhecem, e só um ou outro arranco fruste, uma ou outra aspereza no trato, evoca, na superfície casual dos gestos e das palavras, o Demónio oculto, a Eva antiga, o Cavaleiro e a Sílfide. A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver. Somos contentes porque, até ao pensar e ao sentir, somos capazes de não acreditar na existência da alma. No baile de máscaras que vivemos, basta-nos o agrado do traje, que no baile é tudo. Somos servos das luzes e das cores, vamos na dança como na verdade, nem há para nós – salvo se, desertos, não dançamos – conhecimento do grande frio do alto da noite externa, do corpo mortal por baixo dos trapos que lhe sobrevivem, de tudo quanto, a sós, julgamos que é essencialmente nós, mas afinal não é senão a paródia íntima da verdade do que nos supomos. Tudo quanto fazemos ou dizemos, tudo quanto pensamos ou sentimos, traz a mesma máscara e o mesmo dominó. Por mais que dispamos o que vestimos, nunca chegamos à nudez, pois a nudez é um fenómeno da alma e não de tirar fato. Assim, vestidos de corpo e alma, com os nossos múltiplos trajes tão pegados a nós como as penas das aves, vivemos felizes ou infelizes, ou nem até sabendo o que somos, o breve espaço que nos dão os deuses para os divertirmos, como crianças que brincam a jogos sérios).
         Um ou outro de nós, liberto ou maldito, vê de repente – mas até esse raras vezes vê – que tudo quanto somos é o que não somos, que nos enganamos no que está certo e não temos razão no que concluímos justo. E esse, que, num breve momento, vê o universo despido, cria uma filosofia, ou sonha uma religião; e a filosofia espalha-se e a religião propaga-se, e os que crêem na filosofia passam a usá-la como veste que não vêem, e os que crêem na religião passam a pô-la como máscara de que se esquecem.
         E sempre, desconhecendo-nos a nós e aos outros, e por isso entendendo-nos alegremente, passamos nas volutas da dança ou nas conversas do descanso, humanos, fiiteis, a sério, ao som da grande orquestra dos astros, sob os olhares desdenhosos e alheios dos organizadores do espectáculo.
         Só eles sabem que nós somos presas da ilusão que nos criaram. Mas qual é a razão dessa ilusão, e por que é que há essa, ou qualquer, ilusão, ou por que e que eles, ilusos também, nos deram que tivéssemos a ilusão que nos deram – isso, por certo, eles mesmos não sabem.”

Feliz ano novo para vocês beeeem atrasado. Fiquem a vontade para mandar sugestão de posts!

                                                                                        Xoxo,

                                                                                                     Nanda!

Felicidades enganosas

13 Abr

Quantas vezes pensamos que éramos felizes, e era apenas um engano? E quantas vezes fomos felizes, e estávamos tão distraidos que nem percebemos?

Claro, algumas vezes sim, mas precisa ser uma coisa muito forte para que isso aconteça; quando se compra o primeiro carro, o primeiro apartamento, e a melhor de todas: quando nasce um filho.

Viagens nos dão uma vaga impressão de felicidade, mas não é delas que vamos nos lembrar, um dia, fazendo o balanço da vida. Só o tempo é capaz de dar a dimensão exata de nossos sentimentos _ mas só depois.

Mas é bom, achar que se foi feliz; eu achei que era, no primeiro dia da primeira viagem a Nova York. A vida era bela, não tinha um só problema, achava que viver assim era normal, e eu, imortal. Mas seria aquilo tão maravilhoso assim?

Claro que um certo charme envolvia aquela viagem; só o fato de poder sair de botas e casaco de pele, poder tomar dois dry martinis sabendo que não tinha nenhumaobrigação, tipo levar um filho ao dentista ou ir a um supermercado; não ter que _ isso parecia a imagem da felicidade. E era? Em termos, mas pensando bem _não, era apenas um filme em que eu era roteirista e atriz, mas nada era de verdade.

Por outro lado, aconteceram momentos de felicidade intensa, que na hora nem percebi. Um fim de tarde em que me perdi em Veneza, sozinha. Veneza é das poucas cidades no mundo em que se ouve o ruído dos próprios passos _ o que pode parecer bobagem, mas não é. Aí, atravessei uma pequena ponte sobre um pequeno canal, começava a escurecer, a cidade estava vazia, e aquele momento foi único, só meu, e certas coisas não dá para dividir. A felicidade, por exemplo.

Existiram outros momentos, claro; alguns ficam nítidos, a gente se esquece, um dia ele volta e você se dá conta do quanto foi feliz durante um tempo _ curto _, só que na hora não sabia.

Aconteceu comigo; foi um momento totalmente banal e inesquecível, talvez até por sua banalidade. Era verão, nove da noite, fazia calor e saí com um amigo para dar uma volta na praia. Andamos e acabamos dando um mergulho no mar do Arpoador, naquela noite quente. Nadamos um pouco, depois tomamos uma água de coco e voltamos para casa.

É preciso que fique claro que era um amigo _ e tem melhor do que um amigo? Voltamos rindo e combinamos de repetir o programa outras vezes, mas isso nunca mais aconteceu, nem sei por que.

Nunca vou esquecer da beleza daquela noite, da temperatura da água, do banho de chuveiro quando cheguei em casa, de quando me deitei e vi o final de um péssimo filme na TV. Como eu estava feliz, só que não sabia; lembrei _ e soube _ hoje.

E penso: será que foi tão bom porque foi só uma vez? Se tivesse virado rotina, ainda me lembraria daquela noite com tanto prazer? E por que, naquela noite, não percebi?

Às vezes penso que se a felicidade fosse um verbo, só seria conjugado no passado.

 

Texto escrito por Danuza Leão.

                          Xoxo,

                                          Nanda!

O mito da mulher misteriosa

13 Mar

Com certeza você já deve ter visto uma dessas ou no seu trabalho, grupo de amigos ou mesmo andando nas ruas. Talvez você até mesmo seja uma dessas mulheres. É fácil reconhecer a mulher misteriosa. Ela jamais atende o celular na sua frente. Se levanta e vai atender bem longe de você.

E você não sabe se ela está narrando alguma postura do Kama Sutra ou uma receita de bolo de fubá da vovó. O toque do seu celular é discretíssimo e você nem percebe que ela saiu de perto pra atender. Porque ela também é discretíssima.

Por que terminou o namoro da mulher misteriosa? Ela enjoou dele? Levou um pé na bunda? O cara morreu? Ela ta sofrendo? Você nem sonha. Ela não conta nem pro terapeuta. Aliás, você também jamais vai descobrir se existe um terapeuta. Sua idade é entre 25 e 38 anos. Não dá pra saber só de olhar. Seu rosto se desfaz em segundos. Talvez ela more nos Jardins. Pinheiros. Veio de Curitiba. Ela é carioca? É ali por perto, você acha. Seu carro é preto ou cinza, quase certeza. Ela gosta de música, porque vive de I-pod. Mas o que será que ela escuta? Nada. você não sabe absolutamente nada da mulher misteriosa. Quando você a encontra no banheiro, dá um segundo e ela desapareceu. E você louca pra descobrir, ao menos, a marca da sua pasta de dente.

Numa mesa de bar com conversa animada ela se limita a sorrir. Numa festa importante ela se limita a aparecer por minutos e desaparecer em segundos. Em um show ela jamais canta as letras, rebola, comemora, fica suada. Aliás, quem é que já encontrou ela em algum show? Ou em algum lugar? Mas era ela, não era?

Dizer seu nome em vão parece até um pecado. Ela nunca fala de ninguém e muito menos dá assunto para alguém falar dela. Não se tem nada a dizer dessa mulher. Mas, para desespero geral de todas as outras mulheres, o mundo não tem outro assunto.

Todos os homens desejam loucamente a mulher misteriosa. Todas as mulheres desejam loucamente a mulher misteriosa. Sua personalidade incerta acaba se tornando uma personalidade fortíssima e seu jeito anulado acaba se tornando um espaço gigantesco para todos imaginarem o que bem quiserem.

E eu, como estava dizendo, sempre quis ser dessas mulheres imperfuráveis, inatingíveis, inaudíveis e incompreensíveis. Mas nunca consegui. Quando vou ver, já contei minha vida pra primeira pessoa que me deu um pouco de atenção. Já to rindo alto no restaurante porque não me controlei e fiquei feliz demais. Já escrevi um texto sobre o fulaninho da terça passada e publiquei numa revista. E o fulaninho ta morrendo de medo porque escrevi que gosto dele. E se alguém perguntar, vou dizer mesmo que goste dele. E se ele não gostar de mim, minha tristeza não será segredo para ninguém. E minha pasta de dente é para deixar os dentes branquinhos. E quando vou ver, lá se foi a mulher misteriosa que eu gostaria tanto de ser. Porque eu jamais poderia ser uma.

E sofri anos com isso. Até que resolvi conviver de perto com algumas mulheres misteriosas para tentar descobrir o que se passa na cabeça e na alma desses seres incríveis que nunca têm nada a dizer, a doer, a aconselhar, a cantar, a dançar, a morrer de rir, a fofocar, a detalhar, a exagerar, a sonhar, a dividir, a acrescentar. E descobri que a coisa era muito mais simples do que eu imaginava: nada. Não se passa nada de relevante nem na cabeça e nem na alma dessas mulheres.

As mulheres misteriosas, tão admiradas e desejadas, não passam de mulheres sem a menor graça. Elas não calam por mistério, charme ou discrição. Calam porque simplesmente não há nada mais sábio que elas possam fazer.

Texto escrito pela Tati Bernardi.

P.S.: Mais uma vez vim pedir desculpas aqui, pela falta de atualização no blog, mas preciso que vocês entendam que a escola está ocupando um grande espaço da minha vida, e eu sou a única que escreve aqui. Em breve, quero chamar mais pessoas para escreverem aqui, mas no momento to tentando organizar a minha vida na escola, são muitos trabalhos, atividades e já está chegando a época das avaliações parciais. Vou dá um jeito de atualizar sempre que der, outra coisa que quero pedir é que me deem sugestões de posts, podem deixar nos comentários ou mandar pelo twitter. E só pra lembrar dia 6/4 o blog faz aniversário de um ano, e eu agradeço a todos que leem aqui, e assim que der ele vai ser só .com, não sei quantas vezes eu já disse isso, mas dessa vez é sério. Vou mudar tudo até junho (podem me cobrar).

                                                                               Xoxo,

                                                                                          Nanda!

Na terra do se

31 Jan

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Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.
Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.
Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.
Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de seus devotos.
Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor (e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.
Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.
Se fôssemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismos.
Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.
Se todos lessem bons livros.
Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.
Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.
Se mudássemos o foco e concluíssemos que infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.
Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.
Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.
Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.
Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.
Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.
Se.

P.S.: Crônica retirada do livro Feliz por Nada da Martha Medeiros, quem quiser comprar o livro clique aqui ou aqui.

                                                                          Xoxo,

                                                                                    Nanda!

Eu me rendo

26 Jan

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Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.
Uma das mentiras:
É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.
É muito simples: não podemos.
Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante.

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres – e os maridos – de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer – sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos. Ah, quanta mentira! Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não a que faz de conta que trabalha, mas a que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour – aquele – das executivas da Madison. Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida. Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes – aqueles que enlouquecem os homens – precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro. Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada – o que também custa dinheiro. É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete – um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour. Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos. Felizes são as mulheres que têm cinco minutos – só cinco – para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido. Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo. E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão. Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso…

P.S.: Texto escrito pela Danuza Leão.

                                                                                     Xoxo,

                                                                                              Nanda!

Liberdade

25 Jan

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Liberdade, tá ai uma coisa que eu não tenho, eu sinceramente acho um absurdo meus pais ficarem me impedindo de fazer o que eu quero fazer, e de uma maneira que eles nem percebem me aprisionam. Por exemplo, minha mãe quer que eu vá para igreja por esses dias (tá tendo umas missas especiais, é a época que minha mãe vai na igreja), todo ano é a mesma coisa, ela quer que eu vá pra igreja pra sei lá fazer o que. Não adianta nada a pessoa ir para a igreja forçada e não prestar atenção em nada, e eu sinceramente não acho que fé e religião são a mesma coisa, eu acredito em Deus mas eu não sou católica, eu não tenho religião, mas minha mãe quer que eu seja católica!

Que eu saiba Deus nos deu o livre arbítrio, mas eu sinceramente não sei o que é isso. Minha mãe não quer que eu coloque piercing, faça tatuagem… ela não entende que é a minha vida, meu corpo e eu posso (e vou) fazer o que eu quiser com ele. Dizem que eu nós somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade, mas como eu serei feliz assim? Eu não posso fazer nada que eu quero!

“Liberdade, essa palavra
Que o sonho humano alimenta
Que não há ninguém que explique
E ninguém que não entenda”
Cecília Meireles

Sempre que penso em liberdade lembro da frase, que ano passado foi discutida na escola, na aula de filosofia. “O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado.” – Jean Jacques.

P.S.: Desculpa pelo texto mal escrito é que vou sair daqui a pouco, e resolvi escrever esse texto em um momento de revolta.

Dá para sonhar

15 Dez

Foi dada a largada para as festas, e de todos os lados se ouve o mesmo refrão: “ah, mas que chatice, odeio Natal, estou louca/o para chegar logo janeiro e tudo isso tiver acabado”. Alguns já compraram a passagem, estão viajando uma semana antes, para disfarçar que estão fugindo, e só voltam em 2012 _ e é por isso que não se encontra mais lugar em nenhum avião para nenhum destino.
Já passei noites de Natal em casa de amigos, e elas são, sempre, rigorosamente iguais: as mesmas comidas, o mesmo troca-troca de presentes, as luzinhas da árvore piscando, piscando, as mesmas pessoas de todos os anos repetindo o mesmo texto _ Feliz Natal _, mas ficando pouco tempo, pois tinham pela frente outras festas espalhadas pela cidade, da sogra do irmão, da mãe do futuro genro, etc. etc., nessa loucura que são hoje as novas famílias.
Mas ouço falar que existem os que curtem de verdade; não sei se pelo lado religioso _ será? _ ou pelo lado familiar. Há os que cruzam os oceanos, para poderem estar todos juntos e unidos nessa noite, e para esses o Natal começa em setembro, outubro. É quando combinam em casa de quem vai ser a ceia, quem leva o que, e começam as compras: presentes, papéis de embrulho, laços de fita, e os enfeites, os famosos enfeites da árvore, que a cada ano deve surpreender por ser maior e mais bonita que a do anterior. E o Papai Noel? Sempre haverá um herói na família para, num calor absurdo, se vestir de bom velhinho, com direito a peruca, gorro, barba e bigode. Onde se compra a roupa de Papai Noel? Mistério. E será que alguma criança ainda acredita em Papai Noel? Outro mistério.
Mas as datas têm um peso, e os que não têm família _ ou acham que o Natal não tem nenhuma importância, é um dia como qualquer outro _, estão sujeitos a uma certa melancolia (e alguém encontra um analista dia 24 de dezembro?). Esses ligam a televisão e olham para o relógio a cada 10 minutos, para ver se já está na hora de poder tomar um tranquilizante, dormir, e só acordar dia 25 com um ufa!, já passou. Mas ainda tem o 31.
Nessa noite é obrigatório ser feliz, e ai de quem estiver só, curtindo um amor que se foi ou lembrando das tristezas do ano que passou. E quanto mais alegres estiverem as pessoas nas ruas, mais fogos forem estourados para festejar 2012, mais sós e tristes vão se sentir. Não adianta o discurso de que é um dia como qualquer outro, porque não é; a pressão é grande, dela poucos escapam.
E é inútil tentar brigar com o mundo; ainda é tempo de se organizar, combinar com amigos, aqueles que estarão tão sós quanto você, e combinar de passarem juntos a famosa data. Para isso, o ideal seria ter um bom ar condicionado, alguma bebida, muito gelo, e _ por que não? _ uma travessa de rabanadas, mas com afirme intenção de achar tudo normal. É claro que à meia-noite vão haver muitos beijos e abraços, muitos votos de feliz ano novo, mas é rápido, pronto, acabou. E atenção: beba com moderação, pois as ressacas do primeiro dia do ano costumam ser colossais, e podem ser confundidas com depressão; aliás, alguém já viu uma ressaca feliz?
No fundo, bem lá no fundo, dá uma inveja danada dos que acreditam e festejam o Natal e o Ano Novo a sério; estas devem ser as pessoas mais felizes do mundo, mas por que não tentar entrar no clima e pensar que o novo ano vai ser maravilhoso, e que vamos ser felizes para sempre? Afinal, sonhar não custa.

P.S.: Texto escrito por Danuza Leão.

                                                                                       Xoxo,

                                                                                                 Nanda!

Férias perfeitas

31 Out

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A gente se ilude pensando que a palavra “férias” significa largar o trabalho/escola e atravessar o oceano para ver todos os filmes, todas as exposições e cair de boca nas compras. Mas que nada, férias de verdade mesmo seria se todos os momentos do dia fossem só prazeres – o que, convenhamos, não é fácil.

Nada de aproveitar e ir ao médico para trocar o grau dos óculos, tirar aquele sinal da pele ou fazer um check-up; dentista, nem pensar. Para cuidar dessas coisas desagradáveis, você tem 10 longos meses no ano.

Para que as férias sejam mesmo ideais, é preciso que o Universo conspire a seu favor, e essa é a parte mais difícil, apesar do que afirma Paulo Coelho. A família, por exemplo, só deveria aparecer para dar boas notícias, e alguém se encarregaria de censurar os jornais, escondendo todas as tragédias, a fim de afastar qualquer pensamento que não seja de alegria, fé e esperança.

Nesse mês, seria permitido parar o carro em fila dupla às 6 da tarde em qualquer lugar da cidade para comprar uma sandália nova, e o governo baixaria uma medida provisória determinando que quem está de férias não paga conta nenhuma: o gás, a luz, o telefone, o aluguel, o médico, o cabeleireiro, o colégio das crianças, os restaurantes, o supermercado, e até as delicatessens respeitariam o nosso direito à felicidade e à despreocupação. Não seria um sonho?

Tem mais: ficaríamos liberadas da ginástica, e um dispositivo especial filtraria os telefonemas e só liberaria os chamados de pessoas muito queridas. Não choveria, a temperatura oscilaria entre 20 e 25 graus de dia e cairia à noite, o suficiente para que as mulheres pudessem sair de mantô com suas botas maravilhosas, como elas adoram.

Durante esses meses, os amigos estariam amando e sendo muito amados, sem problemas de dinheiro, e os mercados estariam cheios de mangas, morangos, jabuticabas, cajus e pitangas – tudo ao mesmo tempo. Os ladrões e assassinos dariam uma trégua a quem estivesse de férias, a seleção do Brasil jogaria durante quatro domingos seguidos uma final de Copa (e venceria sempre). Seriam dois meses em que não se pegaria um só resfriado, a coluna não daria sinal de vida, o plano de saúde dispensaria o pagamento da mensalidade e quem desse más notícias seria preso. Antigos namorados apareceriam com flores e bombons dizendo que você foi a mulher da vida deles, o que é sempre muito bom de ouvir. Os filhos não nos dariam preocupações, e até aquela cozinheira maravilhosa que te deixou para abrir um restaurante bateria na sua porta querendo voltar.

Quando você andasse na rua, ouviria as pessoas sussurrando: “Ah, mas que mulher linda, nunca vi nenhuma mais bonita”, e isso levaria sua auto-estima às alturas. E durante esse tempo seria possível comer travessas de empadinhas e rissoles de camarão, seguidas de montanhas de brigadeiros, e ainda arrematar com um prato enorme de fios de ovos na certeza de que, no dia seguinte, o ponteiro da balança estaria no mesmo lugar, como se tivesse sido colado com SuperBonder. E não se faria uma só mala, não se pisaria num só aeroporto, não se compraria um só euro. Essas seriam as melhores férias do mundo – ou a gente não merece tanto?

P.S.: Texto escrito por Danuza Leão e adaptado por mim.

                                                                              Xoxo,

                                                                                           Nanda!

Pátria amada Brasil !

29 Out

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo – ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal – e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos..

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9.Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas..

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? :)

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.

Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.

Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.

Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!

P.S.: Esse texto foi escrito por uma holandesa. Vi no Facebook, gostei, concordei com tudo e postei.

                                                                                     Xoxo,

                                                                                             Nanda!

Os nobres sentimentos

25 Out

Desde a mais tenra infância, fomos ensinados a refrear certos sentimentos. Era feio ter inveja, raiva, ódio, e por aí vai. Mas será mesmo? E quem é a santa que só tem no coração bondades e caridades? Querendo ou não, os sentimentos – bons e maus – surgem, mas nos ensinaram que os piores devem ser afastados em nome já esqueci de quê. E como fingir que eles não existem, como ignorar o que está dentro do peito? Que tal tentar conviver com eles reconhecendo que somos apenas pessoas normais, para o mal e para o bem?

Digamos que sua grande amiga seja maravilhosa, tenha 10 centímetros a mais do que você e 10 quilos a menos. Além disso, é charmosa, inteligente, simpática e generosa – o que, aliás, não é nenhuma vantagem, com tantas qualidades – e consegue seduzir, sem fazer o menor esforço, homens, mulheres e crianças. Que raiva, que inveja. Fazer o quê? Em primeiro lugar, reconhecer o que está sentindo e as razões desses sentimentos. Não será preciso ir longe a ponto de dizer: “Eu te odeio porque você é mais bonita do que eu”. Mas, quando estiver sozinha, pode ficar com toda a raiva do mundo e odiá-la com todas as forças do seu coração – para aliviar o peito e não ter um infarto; isso ajuda a passar. E, quando adorar uma pessoa, deve também ir fundo e dizer que gosta sem nenhum pudor, pois gostar e fingir indiferença não tem a menor graça.

Já reparou como, para certas pessoas, é difícil elogiar? Quem escolher viver honestamente todos os seus sentimentos ai perder alguns amigos, mas, em compensação, os que ficarem vão ser para sempre. De que adianta o telefone tocar o dia inteiro se é preciso fingir que é indiferente para ser querida, para ter com quem ir à praia?

Quando tiver vontade de torcer o pescoço de seu filho adorado – porque isso às vezes acontece –, permita-se reconhecer e, se puder, diga a alguém – uma amiga, o padre ou o analista – quanto gostaria, naquele momento, de esganar a carne da sua carne e o sangue do seu sangue. Depois que a raiva passar, diga a ele, que vai achar muita graça. Assim, você estará abrindo para ele a possibilidade de lhe dizer um dia a mesma coisa, o que vai ser maravilhoso para a amizade de vocês. Porque entre mãe e filho, além do amor, se tiver também amizade, é a melhor coisa do mundo. E convém que ele saiba que, quanto mais próximas as pessoas, mais ocasiões e razões temos para amá-las ou odiá-las, e que isso é normal (e não deve trazer culpas).

Como é bom falar mal de uma pessoa, dizer com carinho que ela não vale nada e terminar confessando que é exatamente por isso que é louca por ela. Quando se ouve uma declaração de amizade dessas, nunca mais se esquece, e ser especial para alguém é tudo que se quer.

E mais: sofrer, chorar, rir, abraçar, beijar, passar noites em claro, de tanta felicidade ou de tanto sofrimento, acordar um dia achando que o mundo é todo seu e no outro não conseguir nem se levantar da cama de tanta tristeza sem nenhum motivo – é isso que diferencia uma vida plena e rica de outra morna e medíocre.

Dinheiro se economiza, mas emoções, sejam de felicidade ou de tristeza, de amor ou de raiva, nunca. Vá sempre fundo – a não ser que você esteja na vida a passeio, o que é uma escolha; uma triste escolha, aliás. Porque todos os sentimentos são nobres – inclusive os piores.

P.S.: Texto escrito por Danuza Leão.

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