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Trecho do livro do desassossego

22 Jan

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Só hoje tomei coragem para fazer meu primeiro post do ano, tava com preguiça de tudo, por isso meio que abandonei aqui e algumas redes sociais. Mas agora voltei, e dessa vez é pra ficar, resolvi trazer um trecho do livro que estou lendo atualmente “O livro do desassossego” de Fernando Pessoa, que eu li e gostei muito. Enjoy!

“Se alguma coisa há que esta vida tem para nós, e, salvo a mesma vida, tenhamos que agradecer aos Deuses, é o dom de nos desconhecermos: de nos desconhecermos a nós mesmos e de nos desconhecermos uns aos outros. A alma humana é um abismo obscuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo. Ninguém se amaria a si mesmo se deveras se conhecesse, e assim, não havendo a vaidade, que é o sangue da vida espiritual, morreríamos na alma de anemia. Ninguém conhece outro, e ainda bem que o não conhece, e, se o conhecesse, conheceria nele, ainda que mãe, mulher ou filho, o íntimo, metafísico inimigo.

Entendemo-nos porque nos ignoramos. Que seria de tantos cônjuges felizes se pudessem ver um na alma do outro, se pudessem compreender-se, como dizem os românticos, que não sabem o perigo – se bem
que o perigo fútil – do que dizem. Todos os casados do mundo são mal casados, porque cada um guarda consigo, nos secretos onde a alma é do Diabo, a imagem subtil do homem desejado que não é aquele, a figura volúvel da mulher sublime, que aquela não realizou. Os mais felizes ignoram em si mesmos estas suas disposições frustradas; os menos felizes não as ignoram, mas não as conhecem, e só um ou outro arranco fruste, uma ou outra aspereza no trato, evoca, na superfície casual dos gestos e das palavras, o Demónio oculto, a Eva antiga, o Cavaleiro e a Sílfide. A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver. Somos contentes porque, até ao pensar e ao sentir, somos capazes de não acreditar na existência da alma. No baile de máscaras que vivemos, basta-nos o agrado do traje, que no baile é tudo. Somos servos das luzes e das cores, vamos na dança como na verdade, nem há para nós – salvo se, desertos, não dançamos – conhecimento do grande frio do alto da noite externa, do corpo mortal por baixo dos trapos que lhe sobrevivem, de tudo quanto, a sós, julgamos que é essencialmente nós, mas afinal não é senão a paródia íntima da verdade do que nos supomos. Tudo quanto fazemos ou dizemos, tudo quanto pensamos ou sentimos, traz a mesma máscara e o mesmo dominó. Por mais que dispamos o que vestimos, nunca chegamos à nudez, pois a nudez é um fenómeno da alma e não de tirar fato. Assim, vestidos de corpo e alma, com os nossos múltiplos trajes tão pegados a nós como as penas das aves, vivemos felizes ou infelizes, ou nem até sabendo o que somos, o breve espaço que nos dão os deuses para os divertirmos, como crianças que brincam a jogos sérios).
         Um ou outro de nós, liberto ou maldito, vê de repente – mas até esse raras vezes vê – que tudo quanto somos é o que não somos, que nos enganamos no que está certo e não temos razão no que concluímos justo. E esse, que, num breve momento, vê o universo despido, cria uma filosofia, ou sonha uma religião; e a filosofia espalha-se e a religião propaga-se, e os que crêem na filosofia passam a usá-la como veste que não vêem, e os que crêem na religião passam a pô-la como máscara de que se esquecem.
         E sempre, desconhecendo-nos a nós e aos outros, e por isso entendendo-nos alegremente, passamos nas volutas da dança ou nas conversas do descanso, humanos, fiiteis, a sério, ao som da grande orquestra dos astros, sob os olhares desdenhosos e alheios dos organizadores do espectáculo.
         Só eles sabem que nós somos presas da ilusão que nos criaram. Mas qual é a razão dessa ilusão, e por que é que há essa, ou qualquer, ilusão, ou por que e que eles, ilusos também, nos deram que tivéssemos a ilusão que nos deram – isso, por certo, eles mesmos não sabem.”

Feliz ano novo para vocês beeeem atrasado. Fiquem a vontade para mandar sugestão de posts!

                                                                                        Xoxo,

                                                                                                     Nanda!

7 livros para ler nas férias

27 Dez

Agora que as férias tão desejadas chegaram e temos bastante tempo livre, nada melhor do que passar o tempo lendo um bom livro. Sendo assim resolvi fazer esse post para trazer sete livros que eu recomendo e que eu pretendo ler também, pra vocês lerem nas férias. Confiram a listinha abaixo!

O Livro do Desassossego – Fernando Pessoa

O Livro do Desassossego é na verdade o livro que estou lendo atualmente e eu estou encantada por esse livro, que é uma das maiores obras do Fernando Pessoa. Esse livro diferente da maioria é fragmentado e tem como narrador principal Bernardo Soares é a obra de Fernando Pessoa que mais se aproxima de um romance, e ao longo do livro fala de diferentes temas, como paixão, moral e estado psíquico. Resolvi deixar pra vocês um trecho do fragmento 94:

“Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.

Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção – ist0 é, só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.”

Manuscrito encontrado em Accra – Paulo Coelho

Não sei se já falei aqui, mas um dos meus escritores nacionais favoritos é sem dúvida o Paulo Coelho e dessa vez ele escreveu um livro que mistura realidade e ficção e traz um convite à reflexão sobre nossos princípios e nossa humanidade. Olivro aborda temas como: conhecimento, fracasso, solidão, propósito, mudança, amor, coragem, amizade, fé, esperança e lealdade.

Paulo consegue transmitir através dessa obra ensinamentos para as pessoas, mostra que todo homem tem a versão boa e a ruim e cabe a ele escolher qual delas vai seguir. Um trecho do livro para vocês ficarem com gostinho de quero mais:

“Ame. Não falo aqui apenas do amor por outra pessoa. Amar significa estar disponível para os milagres, para as vitórias e derrotas, para tudo o que acontece durante cada dia que nos foi concedido caminhar sobre a face da Terra.”

Depois dos Quinze – Quando Tudo Começou a Mudar – 

Bruna Vieira

Esse livro com certeza não poderia faltar aqui nessa lista, afinal Bruna Vieira é uma grande inspiração para mim, na verdade por causa do blog dela eu tive coragem de criar o meu e eu fiquei muitisso feliz pelo fato dela ter realizado o sonho dela de lançar um livro de crônicas. Confesso que ainda não li o livro, porque tenho uma pilha de livros para ler e vou lendo na ordem em que eu comprei, portanto não posso dizer muito, mas pelo o que eu vi das pessoas falando o livro é maravilhoso e quando se começa a ler não dá vontade de parar. Um trechinho para vocês ficarem com vontade de ler logo:

“Não importa quantos segredos foram revelados, ninguém neste mundo sabe mais sobre você do que você mesmo. O que aconteceu fora nem importa tanto assim. A história muda cada vez que é contada, mas não quando é vivida. Lembre-se, as folhas que faltam ainda estão em branco, e só você tem a caneta que realmente funciona.”

Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu

Sou apaixonada por Caio F. Abreu, sem mais. Sério, ele tem uma maneira incrível de escrever e tocar o coração das pessoas, sempre me surpreende. Nesse livro não é diferente ele demonstra verdades da nossa vida, de uma maneira poética, mostra sentimentos, emoções de um jeito magnifico.

O livro na verdade é formado de crônicas publicadas em jornais por Caio. Na Saraiva a sinopse do livro é: “Epifania é a expressão religiosa empregada para designar uma manifestação divina. Por extensão, é o perceber súbito e imediato de uma realidade essencial, uma espécie de iluminação. As crônicas escritas por Caio Fernando Abreu retêm essa qualidade.” Achei a descrição do livro nessa sinopse tão boa que resolvi colocar aqui. E pra quem ainda não leu o livro, deixo um trechinho:

“Pensamentos matinais, desgrenhados, são frágeis como cabelos finos demais que começam a cair. Você passa a mão, e ele já não está mais ali – o fio. No travesseiro sempre restam alguns, melhor não olhar para trás: vira-se estátua de cinza. Compacta, mas cinza. Basta um sopro. Pensamentos matinais, cuidado, são alterados feito um organismo mudando de fuso horário. Não deveria estar ali naquela hora, mas está. Não deveria sentir fome às três da tarde, mas sente. Não deveria sentir sono ao meio-dia, mas. Pensamentos matinais são um abrupto mas com ponto final a seguir. Perigosíssimos. A tal ponto que há risco de não continuar depois do que deveria ser uma curva amena, mas tornou-se abismo.”

Um Lugar Na Janela – Martha Medeiros

Em “Um Lugar Na Janela” a cronista Martha Medeiros relata as melhores lembranças de viajens que fez durante a vida.

“Com o mesmo estilo pessoal das crônicas, Martha Medeiros transmite aquilo que de melhor se leva de uma viagem: as recordações. É como deixar-se perder num lugar novo – pode ser uma mochilagem pela Europa, uma aventura em Machu Picchu, uma temporada no Chile, poucos dias no Japão – para depois se reencontrar consigo mesma.
Um lugar na janela é um convite para deixar de lado a comodidade do sofá, as defesas e embarcar junto com Martha. O bom viajante é aquele que está aberto a imprevistos, ou seja, a viver.”

Admito que ainda não li o livro, mas estou louca para ler, os livros da Martha são sempre sensacionais e sempre me deixam curiosa, suas palavras são sempre ideais, e ela escreve o tipo de livro que eu gostaria de escrever. Um trechinho do livro para vocês: 

“Viajando é que descobrimos nossa coragem e atrevimento, nosso instinto de sobrevivência e capacidade de respeitar novos códigos de conduta. Viajar minimiza preconceitos. Viajantes não têm partido político, classe social, time de futebol, firma reconhecida no cartório, senhas decoradas na cabeça. Reciclam-se a cada manhã, quando acordam – e acordam, que benção, sem a tirania do despertador.”

Danuza e sua visão de mundo sem juízo – Danuza Leão

Admito que começei a gostar de Danuza por causa de minha mãe, ela vive lendo Danuza e um dia resolvi ler também e acabei gostando bastante.Já indiquei um livro da Danuza aqui antes, e agora venho com outro, nessa obra você encontra crônicas divertidas, tristes, melancólicas. 

 O livro é constituído de  textos que Danuza escreveu para jornal , publicações e revistas, desde o seu primeiro livro, Na Sala com Danuza , lançado em 1992. Ainda não li o livro, portanto não posso dar a minha opinião, mas pelo o que eu vi parece ser um livro ótimo. Desse livro não colocarei nenhum trecho, porque não o tenho e também não encontrei nenhum trecho na internet.

A Viagem Vertical – Enrique Villa-Matas

O livro “A Viagem Vertical”, descreve o percurso de Federico Mayol, 77 anos, que vê sua vida mudar completamente depois da sua até então esposa pedir para ele ir embora de casa, pois não o suporta mais e descobre que  o seu filho mais velho, do qual ele se orgulhava, não passa de mais um frustrado na vida. A partir daí, ele começa a se questionar quem realmente é e começa com uma crise interior, resolve assim viajar em busca de si mesmo, sai de Barcelona e vai indo sempre a direção do sul, indo sempre verticalmente. Ele decide conhecer a si mesmo, renascer diante da proximidade da morte, mudar a sua vida nos últimos anos que possue e assim conhecer melhor a sua alma. Trecho do livro:

“Ao pensar tantas coisas, Mayol oscilava entre duas realidades contrapostas: o desespero e a alegria. Sabia que era mortal e isso, somado à injusta atitude de sua mulher, lhe causava desespero. Mas, por outro lado, sabia que triunfara sobre a morte, porque poderia perfeitamente já estar morto e no entanto vivia, o que lhe alegrava e o levara até a inventar para si uma Dulcinéia. Essa luta entre desespero e alegria constituía o núcleo principal da vida de Mayol.”

Já leram algum desses livros? Pretendem ler algum? Fiquem a vontade para deixar dicas de livros nos comentários!

 

       Xoxo,

                                                                                                   Nanda!

Leitura: Morangos Mofados

5 Nov

Morangos Mofados é o quinto livro de Caio Fernando Abreu, escritor gaúcho (1948-1996) que deu à literatura brasileira, com sua forma lírica e densa de escrever, uma nova direção.  Morangos Mofados é um livro onde as histórias se aproximam pelo sentir presente em cada personagem, as situações corriqueiras transbordadas de pequenos significados, a busca frenética por um sentido em um mundo onde o sentido parece não existir.

“[…] tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?”

Morangos Mofados é então composto por dezenove contos que trazem a história de casais comuns, vivendo crises ou tentando se encontrar em meio ao que restou do amor. 

Dividida em três partes, Morangos Mofados é, sem dúvida, a composição mais conhecida de Caio Fernando Abreu. A primeira parte, intitulada “O Mofo”, narra a queda de valores, dos amores, a solidão, a fragilidade humana, a embriagues, o consumo de drogas, o desespero, o desamor, a dor na forma mais fria e crua. Escrita de forma precisa, quase cirúrgica, Caio vai nos apresentando uma série de personagens anônimos, que ao final se personifica em uma única pessoa: o autor? Ou, quem sabe, até mesmo qualquer um de nós.

“Os Morangos”. Aqui, uma paz tranqüilizadora invade de forma mágica a alma das personagens. Como se a existência de um final feliz fosse possível e breve, ou como se a vida fosse menos pesada. O doce levemente ácido do morango fundindo na língua, mostrando um belo dia de sol após uma tempestade. Mas o doce dá espaço para a acidez, transformando pedaços de magias em mágoas e solidão. Enquanto o dente fere o vermelho brilhoso do morango, na boca permanece o gosto azedo do preconceito, do medo, dos sonhos perdidos, das utopias transformadas em contas bancárias. O enjôo natural dos abusos. Dos delírios causados pelo excesso de cocaína

“Morangos Mofados”. A terceira parte.  Como se eu estivesse em um universo paralelo, um refúgio, um abrigo, uma morada longe, mas dentro, do caos urbano. Uma espécie de esconderijo para se abrigar da chuva tóxica, ou dos desatinos do coração. 

“No entanto (até no-entanto dizia agora) estava ali e era assim que se via. Era dentro disso que precisava mover-se sob o risco de. Não sobreviver, por exemplo – e queria? Enumerava frases como é-assim-que-as-coisas-são ou que-se-há-de-fazer-que-se-há-de-fazer ou apenas éofinal-que-importa. E a cada dia ampliava-se na boca aquele gosto de morangos mofando, verde doentio guardado no fundo escuro de alguma gaveta.”

Caio nos deixa com a boca aberta, o livro nas mãos e o pensamento longe, imaginando: E se a vida fosse diferente? Para ler e reler sempre que a saudade – ou a dor – falar mais alto. Os morangos mofados, como estrangeiro em sua terra natal, ou girassóis no inverno enfeitando os pastos da Rússia, ou uma Guerra Santa… O cheiro e o gosto do mofo ultrapassam toda a simbologia poética do morango.

“[…] qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente,insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos – emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis não formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem e sobretudo, como dizias, emoções. Que nem se mostram.”

Informações retiradas daqui, daqui e daqui, porque ainda não li o livro, pois no momento estou lendo a biografia do Steven Tyler (já leram?), mas tive que trazer pra vocês aqui, porque depois de ter lido várias resenhas de Morangos Mofados, estou apaixonada pelo livro antes mesmo de lê-lo!

 Xoxo,

          Nanda!

Leitura: E As Estrelas, Quantas São?

18 Set

Sinopse:

As histórias são como as pessoas, não são feitas para ficar sozinhas. De um lado, Carlo, maravilhosamente gentil e completamente fora dos padrões de um “cara normal”. De outro, Alice, inteligente e sonhadora, alguém que se sente diferente, algumas vezes até deslocada no espaço e no tempo. Dois jovens corações que se veem diante do desafio de enfrentar um mundo adulto que ainda não conhecem completamente. Este livro é o encontro dessas duas vidas, dois lados de uma só história. Dois corações que vão se descobrir. Dois rostos, duas almas e um só amor.

“E as Estrelas, Quantas São?” é um livro da Giulia Carcasi  e publicado aqui pela  Editora Planeta do Brasil. O livro mostra de maneira leve e simples os pensamentos e reflexões de Alice, uma menina inteligente, insegura e sonhadora e os pensamentos de Carlo um cara autêntico e diferente dos garotos de sua turma.   

Alice e Carlo sempre foram amigos, daqueles que se entendem apenas com olhares e sorrisos, entretanto algumas de suas escolhas acabam levando-os a caminhos distintos. Alice conhece Giorgio e se encanta por ele. E Carlo é seduzido por Ludovica, uma das meninas mais populares da escola. Rumos que vão levá-los a vivenciar grandes descobertas e, quem sabe, ajudá-los a perceber que suas histórias, assim como as pessoas, não foram feitas para ficar sozinhas. 

É um romance, uma lição de vida, que mostra bastante da fase que eu estou passando agora: amores platônicos, indecisões, pessoas idiotas, amizades eternas, sentimentos intensos e complexos. É um livro para todas as idades.

Eu ainda não li, esse livro, mas pretendo ler em breve. Retirei algumas informações desse post daqui e daqui. Para comprar o livro clique aqui.

Já leram o livro? Pretendem ler?

Xoxo,

         Nanda!

Leitura: Criança 44

10 Set

Sinopse

União Soviética. 1953. A mão de ferro de Stalin nunca esteve tão impiedosa, reforçada pela Segurança do Estado – polícia secreta cuja brutalidade não é segredo para ninguém. Em seu governo, o líder soviético faz o povo acreditar que o país está livre de crimes.
Mas quando o corpo de um menino é encontrado nos trilhos de uma ferrovia, Liev Demidov – herói de guerra e agente do Estado – se surpreende ao saber que a família da vítima está convencida de que a criança fora assassinada. Os superiores do oficial ordenam que ignore a suspeita, e ele é obrigado a obedecer. Mas o agente desconfia de que há algo muito estranho por trás do caso. 
De uma hora para outra, Liev coloca em dúvida sua confiança nas ações e políticas do Partido. E agora, arriscando tudo, o agente se vê na obrigação de ir atrás do terrível assassino – mesmo sabendo que está prestes a se tornar um inimigo do Estado.

O livro criança 44 é do autor Tom Rob Smith e é exatamente o tipo de livro que eu gosto. O livro mostra a vida na antiga URSS de uma forma muito realista. Mostra como era o regime comunista, e o quão terrível foi a época de Stalin. O medo e a desesperança eram o dia a dia das pessoas. 

No livro a personagem principal é Liev Demidov, agente do governo.Os outros personagens do livro são surpreendentes, elas não se encaixam em esteriótipos. A narrativa é minuciosa, e é intrigante, você sempre vai querer ler mais, é o tipo de livro que você quer ler todo de uma vez só de tão bom que é. E no final, quando se descobre quem é o assassino cruel da história e o porquê dos assassinatos é surpreendente. O livro é todo uma surpresa sem fim, nos faz agradecer por nossa vida do jeito que é e por tudo que temos.

Pra comprar o livro é só clicar aqui.

Alguém já leu ou pretende ler esse livro?

                    Xoxo,

                                  Nanda!

Leitura: Adeus à humanidade

3 Jun

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O livro Adeus à Humanidade foi lançado ontem (02/06) no Plaza Shopping Niterói e é um da Marcia Rubim, sobre vampiros. Descobri o livro pelo facebook, li a sinopse e de cara gostei, ainda não li o livro e não encontrei nenhuma resenha na internet, portanto não posso dar minha opinião, nem dizer o que outros acharam, mas vou deixar a sinopse aqui pra vocês.

Sinopse

Uma paixão acendendo após mais de um século de escuridão. Uma doença apagando a luz de uma vida. Somente sua mordida poderia curá-la. Apenas seu tipo sanguíneo seria capaz de matá-lo. Como um amor tão improvável sobreviveria? Do que você seria capaz de abdicar para salvar alguém e vivenciar, mesmo que por pouco tempo, um amor jamais sentido antes? Da cura de milhares de humanos? Da própria vida? Stephanie tinha todos os motivos do mundo para não acreditar em seres míticos ou na felicidade, mas vai descobrir que estava totalmente enganada. Sua alma gêmea existe. O problema é que a linha do tempo que a separa do amor eterno é muito tênue. E somente um milagre possa uni-los novamente.

Autora

Marcia Rubim é odontóloga e pós-graduada em Odontogeriatria pela UFF, Niterói/RJ, sua cidade natal. Dotada de múltiplos talentos no campo artístico — como a pintura, o desenho e o canto —, sempre adorou ler romances e histórias sobrenaturais. A paixão pela escrita veio mais tarde, e tornou-se um verdadeiro vício.
Adeus à Humanidade é o primeiro livro de uma série que Marcia deseja colocar na cabeceira de todos os amantes da boa leitura pelo mundo afora. O nome do segundo livro da série é Quando à Humanidade Prevalece, não sei quando será lançado.

O que acharam do livro?

Xoxo,

         Nanda!

Leitura: Febre Negra

8 Maio

O livro febre negra é o primeiro volume da série Fever (os outros livros ainda não foram lançados no Brasil), da escritora  Karen Marie Moning. O livro é um  romance, uma fantasia, um mistério e até mesmo um suspense. 

MacKayla (ilustração site oficial da série

lá também pode-se ler uma

sinopse (em inglês) dos

outros livros da série).

MacKayla Lane é uma menina comum de 22 anos que vive no suburbio e seu unico problema é se seu bronzeado vai ficar realmente bom, a roupa que vai vestir e que cor que irá pintar as unhas. Porém a vida de Mac muda totalmente quando em um dia normal na piscina ela recebe uma ligação da policia da Irlanda avisando que sua irma, Alina foi assassinada, Mac então depois de ouvir uma mensagem estranha que sua irmã deixou no telefone dela antes de morrer decidi ir para Irlanda. 

Lá ela se depara com um novo mundo, dos Fae e descobre que sua irmã estava envolvida em algo muito mais obscuro do que poderia imaginar.

Mac não entende nada sobre o que está acontecendo e tão pouco por que todos querem o Sinsar Dubh mas com a ajuda de Barrons um dono de uma livraria  rude, sombrio, assustador, misterioso, que exala uma sexualidade crua, e que  cria um relacionamento com Mac que tem um potencial romântico, ela começa a entender que o mundo em que sua irmã entrou e que ela esta entrando é mais perigoso do que ela jamais pensou ser.

O ritmo da narrativa é ágil, os eventos se interligam de forma brilhante e mistérios são desvendados com solidez. Febre Negra é o início promissor de uma série que promete aos leitores uma leitura rápida, empolgante e envolvente. 

Os cinco livros da série são:

1. Darkfever 
2. Bloodfever 
3. Faefever 
4. Dreamfever 
5. Shadowfever 

Eu não li o livro ainda (na verdade, eu só descobri esse livro hoje pela manhã),  portanto eu não posso dizer muito sobre ele. Mas eu li várias resenhas sobre ele, e pelo o que eu li o livro parece ser bom. 

As informações desse post foram retiradas daqui, daqui, daqui e daqui. Lá vocês podem ler muito mais sobre o livro.

Se quiser comprar o livro é só clicar aqui.

                                                                                                             Xoxo,

                                                                                                                          Nanda!

Leitura: A menina da coluna torta

7 Abr

Para quem não sabe eu comecei há umas três semanas a usar colete ortopédico  (eu uso o colete de Boston), tenho uma escoliose de 21 graus (eu acho). Quando eu soube que ia usar o colete, eu fiquei ARRASADA, é sério, eu sinceramente achei que a minha vida ia acabar, agora percebo que foi tempestade em copo de água. Não vou dizer, que estou completamente acostumada com o colete, porque eu não estou, mas já está bem melhor do que no primeiro dia que eu usei e espero que melhore nas próximas semanas.

Resolvi falar sobre coletes ortopédicos aqui (looks para usar, primeiros dias, tipos de colete…), e comecei a pesquisar na internet sobre o assunto, foi aí que me deparei com o livro “A menina da coluna torta”, que eu admito que nunca tinha ouvido falar antes.

O livro é da escritora Julia Barroso, nele ela conta a sua própria experiência que teve com uma grave escoliose na adolescência, o uso do colete de Milwaukee, a operação que fez e as dificuldades e superações da sua vida. Além disso, fala das viagens que fez, paqueras, relação com os pais, abortos que sofreu e muito mais, que eu não posso falar mais detalhadamente porque eu ainda não li (descobri o livro hoje, mas já to querendo comprar).

Ela escreveu o livro com o objetivo de ajudar pessoas que atualmente se encontram na mesma situação que um dia ela esteve e conquistar aqueles que querem apenas ler sobre uma história de vida.
O livro conta ainda com depoimentos de pessoas que têm o mesmo problema e citações de profissionais da área sobre o assunto. Também possui dicas de moda da Patricia Veiga para quem precisa usar o colete ortopédico.

Atualmente a Julia (a autora do livro) é uma mulher madura, saudável, mãe e esposa realizada e tem um blog que fala sobre escoliose e coisas do gênero se quiser visitar o blog dela clique aqui.

Alguém aí usa colete ortopédico? Ou vai usar? Já leram o livro?

P.S.: Eu ainda vou falar mais sobre coletes aqui.

                                                                                                           Xoxo,

                                                                                                                         Nanda!

Leitura: O Semeador de Ideias + O Homem Que Venceu Auschwitz

24 Mar

Hoje resolvi falar em um post só sobre dois livros que eu gosto muito e acho que todos deveriam ler. O primeiro livro que eu vou falar é “O Semeador de Ideias” que é do escritor e psicologo Augusto Cury, esse livro é o último livro da série “O Vendedor de Sonhos”.

Logo na capa o autor nos chama atenção para nossa atitude, caso o mundo  desabasse sobre nós e no prefácio dá sinais do que nos espera ao longo do livro.

Sinopse:

Um poderoso homem sofre perdas irreparáveis e torna-se um colecionador de lágrimas. Despedaçado, sai em busca dos porões da sua mente e da sociedade dos seus sonhos. “Não é possível”, pensei. Em vez de se prostrar diante de Deus, ele O chamou para um debate. E ninguém previa o que seria discutido. Depois desse episódio, ele deixou de ser um vendedor de sonhos e passou a ser um ousado semeador de ideias. E nós, após presenciar seu “debate”, nunca mais seríamos os mesmos. Não apenas os que o seguíamos ficamos perplexos, como também uma multidão que se aglomerou ao redor dele, emudecida.
Os outros livros da série são: O vendedor de sonhos – o chamado e O vendedor de sonhos e a revolução dos anônimos.

Para comprar O Semeador de Ideias clique aqui.

Para quem não sabe, eu sempre tive uma grande curiosidade e obsessão   pela Segunda Guerra Mundial e é sobre ela mesma que o livro “O Homem Que Venceu Auschwitz” retrata, esse livro foi escrito por Denis Avey e Rob Broomby (repórter internacional da rede BBC).

O próprio autor do livro (Denis Avey) se infiltrou no campo de concentração alemão Auschwitz, onde tinha judeus em 1944, ele que na época era um militar inglês já sabia das terríveis coisas que se passavam neste local e, assim, decidido a presenciar estes eventos trágicos, trocou de lugar duas vezes com um de seus prisioneiros, Hans.

Neste local infernal o militar presencia terríveis atos que atestam o caráter desumano dos nazistas e agridem a dignidade humana.

O soldado narra neste livro, junto com o jornalista Roby Broomby, seus esforços para sobreviver aos acontecimentos que se desenrolaram no horrível campo de concentração, e revela como os choques vivenciados neste lugar demoníaco e sombrio que influenciaram sua existência.

Sinopse:

O livro conta a extraordinária história real um soldado britânico que se infiltrou no campo de concentração de Auschwitz.
No verão de 1944, Denis Avey trabalhava num campo de prisioneiros de guerra próximo ao campo de concentração de Buna-Monowitz, conhecido como Auschwitz III. Já tinha ouvido falar da brutalidade no tratamento dos prisioneiros de lá e estava determinado a testemunhar o que podia.
Traçou, então, um plano para trocar de lugar com um prisioneiro judeu e infiltrou-se no campo de concentração, onde foi a testemunha ocular da barbárie que lá ocorria. Durante muitas décadas, Avey não se sentiu preparado para relatar a experiência do passado, porém agora, aos 91 anos, revela em seu livro tudo o que presenciou. O homem que venceu Auschwitz está desde seu lançamento na lista dos mais vendidos britânica.

Para comprar o livro O Homem que Venceu Auschwitz clique aqui.

Já leram algum dos dois?

                                                                                                      Xoxo,

                                                                                                                      Nanda!

Leitura: É tudo tão simples

26 Jan

O mundo deu muitas voltas desde que Danuza Leão escreveu seu primeiro livro: Na sala com Danuza. Agora, 20 anos depois, a colunista fala com aquele charme que lhe é peculiar sobre etiqueta pós-internet, romance pós-celular e outras pós-modernidades. Com dicas para as classes emergentes sobre o que levar na primeira viagem de avião, para o filho que quer contar para a família que é gay e para as mães que estão vivendo sua segunda juventude depois dos 40, Danuza aposta num mundo sem ostentação e regras rígidas de etiqueta, em que o chique é ser simples e de bem com a vida.

Danuza lista, por exemplo, o que mulheres  podem ou não fazer. Sugere também o que fazer se você acorda um dia de manhã na casa de um quase desconhecido.

Ex-modelo, ex-colunista social, ex-hostess de boate, Danuza pega suas malas Vuitton, encapadas com tecido marrom -nada pior que sair por aí exibindo grifes-, e vai a Paris duas vezes por ano. Nunca de classe econômica.

“Depois dos 45, é um problema de direitos humanos. Assim que volto de viagem, compro outra passagem, em cinco vezes no cartão. É uma despesa fixa que tenho, como condomínio, luz, gás…”, conta, no capítulo em que dá dicas para quem embarca pela primeira vez em um avião.

“Use uma calça de malha, dessas de jogging, camiseta, suéter e tênis All Star”, ensina. E cuidado com a roupa íntima. Vai que o viajante dá o azar de ser escolhido para uma revista mais rigorosa. “Pensando nisso, use uma calcinha e um sutiã decentes -nada de fio dental- para não passar vergonha.”

Uma parte do livro que eu li e concordo totalmente é essa aqui:

“É, a vida é assim. Pessoas com interesses comuns se atraem; são amizades sinceras que, dependendo das circunstâncias, tornam-se mais sinceras ainda – ou não – e duram o tempo dessa coincidência de circunstâncias.
Sobre as amizades, mais uma coisinha: se você estiver mal, e precisar de alguém para ouvir que ele te deixou, que o novo trabalho não pintou, ou coisas do gênero, vai ter um monte de gente para ouvir, dar um ombro; mas se ganhou na Mega-Sena, está com um namorado maravilhoso e vai comprar uma ilha em Angra, fique quieta, calada, para evitar olho grande, e não só por isso. Ao contrário do que se diz, amigos existem na hora em que a vida está péssima. Mas se ficar tudo maravilhoso, prepare-se para momentos de grande solidão. Costuma ser difícil suportar o sucesso dos outros.”

O livro tem 196 páginas e você pode comprar aqui ou aqui.

P.S.: Algumas informações foram retiradas daqui, porque eu comprei o livro mas ainda não li porque estou lendo outro.

                                                                        Xoxo,

                                                                                  Nanda!

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