Le texte des Autres : Composição complicada

9 Out

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Do fundo do meu coração, eu realmente achei que seria para sempre. Depositei em cima de nós dois, todas as minhas expectativas, certezas, desconfianças, inseguranças, e sonhos. E, sendo sincera, tu pareceu fazer o mesmo. Deu-me a impressão de ter se entregado a mim, de tal forma onde não haveria mais volta – nos pertenceríamos durante toda a eternidade. Mas eu não entendo amor, por que nossos planos foram abruptamente jogados para o alto? Impossível tu ter se esquecido de nós dois assim, até parece que ta sendo fácil. Eu te conheço. Sei que te marquei, meu bem.

Minhas mãos tremiam, minhas pernas cambaleavam e meu coração de tanto bater, dava a impressão de querer sair de meu peito para voar, assim como um passarinho. Respira. Por que diabos, eu estava fazendo isso, afinal? Engolindo o meu orgulho, e discando os números de teu telefone, quando eu ainda sequer estava preparada para um confronto? Não iria me render assim –

— Demorou. — Meu Deus. Eu soube, assim que ouvi o agudo da tua voz pronunciar essa estupidez, que eu nunca deveria ter ligado. As coisas mudaram. Eu sei. Tive a proeza de notar em como, mesmo sem intenção, tua voz fora baixa e sem vida.

— Não está sendo fácil. — Engasguei. Lutar contra as lágrimas nunca fora tão difícil. Ainda mais quando as mesmas se tratam de nós dois.

— Eu sei. — Tua voz quase some. Por que tem que ser tão difícil, amor? Porque tuas palavras soam quase como sacrifício, dando a impressão de tu querer estar em qualquer lugar do mundo, menos aqui, comigo?

— Eu… Sinto muito. — Céus, por que tem que doer tanto?

— Pelo quê? — Não se faça de desentendido. Por favor. Não finja que nada aconteceu, que nada nos marcou, que nada nos feriu. Não finja que nada nos derrubou, meu querido.

(Por ver-te indo embora, e não ter te puxado para perto de mim. Por nunca ter engolido meu maldito orgulho por nós dois. Por ter abaixado a voz, quando deveria gritar, implorando-te um pouco mais de atenção. Sinto muito por pensar que eu poderia viver sem você, por pensar que seria fácil, por menosprezar a parte que tu habitavas dentro de mim.)

— Por te ligar às duas da manhã. — Idiota. Eu tenho o dom de deixar o orgulho tomar conta e esconder todas as palavras que eu deveria te dizer.

— Tudo bem. Eu não estava dormindo, de qualquer forma. — Indiferença. Isso o que o tom de tua voz transpassa. Você superou, essa é a verdade.

— Por que foi tão fácil pra você? — Não consegui. Toda a minha parte sóbria foi por água abaixo, meu sussurro baixo era acompanhado de soluços que nasciam da alma. As lágrimas encharcavam a minha camiseta de dormir.

— Clara… — Pare! Por favor! Não pronuncie meu nome, com esse teu sotaque cantado; não piore as coisas. Não faça com que eu queira voltar pra maldita época onde escutar a pronúncia de qualquer palavra que tenha a ver comigo vinda de tua direção, deixava-me anestésica.

— Não finja como se eu nunca signifiquei nada pra você. — Juro-te, minha intenção não foi soar tão dura. Minhas palavras agora saiam como faca.

— Você, e essa mania idiota de soar tão bonitinha quando está irritada. — Risada. Risada ecoando ao meu ouvido. Até quando essa canção de ninar um tanto rouca mexerá com todos os meus nervos? Por que garoto, tu tem que me desestabilizar dessa forma.

— Eu não já não aguento ser mais tua do que de eu mesma. — Mais lágrimas. Mais dor.

— Você fala como se fosse a única a sentir falta.

Silêncio.

Mais silêncio.

— E não sou? — Minha voz perde a intensidade. Tola. Sempre entregue aos caprichos da dor.

— Não. — Firme. Perspicaz. Céus, me ensina a ser decidido assim como você, garoto.

— Pois parece.

Tua respiração. A mesma que antes costumava embalar nosso sono.

— Eu também sinto muito. — Pela primeira vez, notei tua apreensão. Teu sotaque cantado perdendo o ritmo, o som agudo de tua voz, saindo despercebido.

— Se te deixei foi por te amar demais, e não ter forças para continuar. — Disse baixinho, ao meio de lágrimas, numa rapidez absurda num esforço de fazer minhas palavras passarem despercebidas por teu ouvido.

— Eu entendo. — Não. Não entende, eu sei. Tu nunca foste capaz de se esforçar para ver o meu lado. Assuma querido.

— Não sei porque te liguei. De qualquer forma, devo deitar. Amanhã tenho aula e ­—

— Você sabe que eu ainda te amo, mesmo quando tento de todas as formas ludibriar o meu coração. Eu sinto falta, e também não está sendo fácil pra mim. Os planos eram tantos, e veja só Clara, olhe o que nos sobrou. Só mágoas. Não faz sentido eu e você. Nunca fez pra falar a verdade. — Palavras cortam, essa é a real.

— Você sempre gostou das coisas sem sentido.

— Eu sei, e sempre me machuquei por conta disso. É hora da gente dizer adeus, não tem por que continuar. — Dói em você também, sinto tristeza na tua voz.

— Você promete que não vai se esquecer de mim? — Eu sorri, mesmo quando cada centímetro de minha face estampava dor.

— Eu te amo.

— Promete?

— Prometo.

— Tá sendo difícil pra você, como está sendo pra mim também? — Respira. Engole as lágrimas.

— Mais do que você imagina.

— Eu também te amo. — Minha voz havia se desmanchado como manteiga. Meu dedo cancelara a ligação, deixando o outro lado da linha mudo.

Nós nos amávamos, mas não podíamos ficar juntos. Isso era tudo. Éramos essas composições complicadas demais para darem alguma finalidade útil. Ele sempre pertencera ao mundo, de qualquer forma. E o amor nunca nos abasteceu. Doía porque ele era tudo o que me constituía, tudo o que me deixava de pé. Entretanto, a dor sempre fez mais parte de mim, do que qualquer coisa já existente.

Eu estava morta. E gostaria de imaginar que ele também.

Quer saber quem escreveu esse texto?

 O dono desse Tumblr aqui -> http://icanbeyourcocaine.tumblr.com/.

Eu entrei nesse Tumblr pela primeira vez por um acaso e eu me apaixonei, é um dos melhores (se não for o melhor) Tumblr que eu já vi/li, textos MARAVILHOSOS. Super recomendo a vocês !

Ah, o nome do texto não é esse, eu coloquei esse nome, porque o autor não deu (se deu, eu não vi) e a foto pequei no WeHeartIt porque achei que combina com o título que dei. Porque um quebra cabeça você tem que compor (juntar) as peças e algumas vezes (pra mim é sempre) é  complicado.

                                                                             Xoxo,

                                                                                       Nanda!

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