Le texte des autres : Brincando de ser sincero

18 Set

É complicado afirmar que o encanto simplesmente acabou, mas não havia como camuflar. A verdade é una: Sentimentos não podem ser manipulados. Se fosse pra acabar assim, de repente, não haveriam motivos pra todas aquelas idealizações. Ora, pra quê tantas noites mal dormidas, então? Até em meus sonhos ela vinha me negacear. E eu, feito um tolo, desenhando o momento que falaria tudo aquilo que ela jamais pensara ouvir de um homem. Eu tinha o diferencial: Estava desarmado. Não estava em guerra, tratei de hastear a bandeira branca desde o início e provar a mim mesmo que poderia estar trajado apenas da mais cristalina verdade. Mas não foi suficiente. Não pra mim. Pode parecer que não, mas eu sempre soube o que queria. Brincar de ser sincero tem seus momentos, e ensaiar e planejar a mais nobre prova de amor que possa existir é paradoxar com o medo e a insegurança de uma má interpretação. A intenção não era mais transparecê-la em folha de papel, descanso de tela, reflexo em rio ou olhos fechados. Viver de teoria é amedrontar-se com o que o amor nos reservou. Tratei de cobrir minha timidez e seguir em frente. Mas vamos combinar que o amor não é flor que se cheire. Você encontra a pessoa certa, que te completa físicamente, por ideias, tremeliques, suor e respiração ofegante. Um raio caiu na sua cabeça. Tem gente que está na terceira encarnação e ainda não deu essa sorte. Parabéns, felizardo! Parabéns? Coloque o pé no chão e olhe ao seu redor. Você ensaiou uma peça que não entrará em cartaz. Abortou o amor às vésperas de parir. Mas que fique bem claro: Aborto espontâneo. E agora, como justificar aquelas juras de amor feitas a mim mesmo acerca dela? Estava combinado, disponibilizaria amor integral e incondicional, mas essa história de querer amar demais pode ser uma armadilha do acaso. Mas então, qual será a saída? Amar sempre com um pé atrás? Amar de olhos abertos? Amar é se doar, e quem doa não pode enxergar restrições. Tentei ouvir de você onde morou nosso erro. Não pense que, do alto da minha covardia, lhe culparia por isso. A verdade é que tentamos fantasiar a realidade, e o efeito reverso pode ser letal. Se houve culpado, que seja mútua culpa. Já estamos bem crescidinhos pra sabermos que o amor não se tem quando se quer.
Por maioria de votos, deixei o amor pra mais tarde.

Quer saber quem escreveu esse texto?

 Brunno Leal, 27 anos e estudante de direito.  Se define assim “Estudante de Direito,27 anos. Escrevo por obrigação. Sou chantageado pelas palavras.” Para saber mais sobre ele e ler mais contos e crônicas  deixo o Blog + Facebook. Passem lá, ele escreve MUITOOOO BEM !

 

 

Xoxo, 

                                                                                                        Nanda!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

paulapasquali.wordpress.com/

Tendências, notícias e cultura pop com informações atualizadas de uma forma simples e perspicaz do que está em voga por aí!

OiCarolina

The girl of 5th avenue

niinasecrets.wordpress.com/

secret tips you find here !

latinosamericanos

Just another WordPress.com site

Ponto de vista adolescente

Young, wild and free.

%d bloggers like this: