O buquê – Parte I

19 Jun

Então eu resolvi postar uma história que contém no livro Formaturas Infernais ( que eu super recomendo ), a história que eu resolvi postar foi  O Buquê que foi a que eu mais goste, cada dia vou colocar uma parte aqui.

Formaturas Infernais ao todo contém cinco histórias, abaixo deixarei a segunda que é o buquê.

 

                                                          O buquê – Lauren Myracle

Lá fora, o vento chicoteava a casa de Madame Zanzibar, fazendo com que a calha batesse contra a parede.O céu estava escuro, apesar de ainda serem 16h. Dentro da sala decorada de forma extravagante, três abajures brilhavam densamente, cada um envolto por cachecóis perolados. Um tom de rubi iluminava o rosto redondo de Yun Sun, enquanto a luz sarapintada de roxo e azul conferia a Will um ar de morte recente.

  – Está parecendo que você acabou de sair do caixão – disse eu para ele.

 – Frankie – me repreendeu Yun Sun. Ela inclinou a cabeça na direção da porta fechada do escritório da Madame Z, indicando que não queria que o meu comentário fosse ouvido. Um macaco vermelho de plástico estava pendurado na maçaneta, o que significava que Madame Z estava com clientes. Nós éramos os próximos.

Will deixou que seu olhar se perdesse no vazio.

 – Eu sou um alienígena  – disse ele, gemendo. Ele esticou os braços na nossa direção.  – Quero seus corações e fígados.

  – Ai, não! Um alienígena tomou o corpo do nosso querido Will!  – Apertei o braço de Yun Sun. –  Rápid, dê o coração e o fígado para que ele deixe o Will em paz!

Yun Sun puxou o braço.

 – Isso não tem graça nenhuma  –  disse ela com um tom de voz melodioso e ameaçador.  – E se vocês não me obedecerem, eu vou embora.

 –  Deixe de ser tão certinha  – respondi.

 –  Eu e minhas coxas gigantescas vamos nos retirar. Não duvide.

Yun Sun acha que as suas pernas estão muito gordas, só porque o vestido superjusto que ela escolheu para a formatura precisou ser um pouco afroxado. Pelo menos ela tinha um vestido de formatura. E uma grande chance de usá-lo.

 – Blábláblá –  eu disse de volta. O mau humor dela estava colocando o nosso plano, o único motivo para estarmos ali, em risco. A noite da formatura estava cada vez mais perto, e eu não ia ficar que nem uma infeliz sentada sozinha em casa enquanto todos estariam cheios de brilho dançando alegremente com seus saltos altos espetaculares. Eu me recusava a passar por isso, ainda mais porque eu sabia lá no fundo do coração que Will ia me chamar. Ele só precisava de um empurrão.

Abaixei o tom da voz para falar com Yun Sun e sorri para Will como se dissesse lá lá lá, conversa entre meninas, nada importante!

 – Nós duas tivemos essa ideia, Yun Sun? Lembra ?

 –  Não, Frankie, a ideia foi sua –  disse ela sem abaixar a voz.  –  Eu já tenho par, mesmo que as minhas coxas o esmaguem. Você é quem está esperando por um milagre.

 –  Yun Sun ! –  Olhei para o Will. Ele estava encabulado. Menina má, abrindo o jogo dessa forma. Má, má, e muito malcriada.

 – Ai! –  gritou ela depois de receber o meu tapa.

 –  Eu estou muito chateada com você – eu disse.

 –  Chega de timidez. Você realmente quer que ele chame você, não quer ?

 – Ai!

 – Hum, meninas –  disse Will. Ele estava fazendo aquela coisa fofa que faz quando fica nervoso. O seu pomo de Adão balança para cima e para baixo rapidamente. Na verdade… essa imagem era meio desagradável, pois ela me fazia pensar em Adão no Paraíso com Eva, e isso me lembrava maçãs, abocanhar maçãs…

Enfim, Will tinha mesmo um pomo de Adão, e quando ele movia a garganta para cima e para baixo era muito fofo. Ele ficava vulnerável.

 – Ela bateu em mim – delatou Yun Sun.

 – Ela mereceu – eu retruquei. Eu não queria, porém, que essa conversa continuasse. Aquela frase já havia revelado o suficiente. Achei melhor fazer carinho na perna nada gorda de Yun Sun e disse :

 – Mas eu perdoo você. Agora cale a boca.

O que Yun Sun não entendi – ou, provavelmente, o que ela entendia mas não compreendia  –  era que nem todas as coisas precisavam ser ditas em voz alta. Sim, eu queria que Will me chamasse para o baile de formatura, e eu queria que ele fizesse isso logo, porque  “A primavera dos apaixonados” ia acontecer em duas semanas.

Tudo bem, o nome do baile era brega, mas a primavera era para os apaixonados. Isso era uma verdade inquestionável. Assim como era inquestionável que Will era o meu amor eterno e que seria bom se ele conseguisse superar a timidez e tomar uma droga de atitude. Chega de tapinhas no ombro, risadinhas e guerras de cosquinhas! Chega de ficar se agarrando e tremendo, colocando a culpa nos filmes de terror que assistimos, com Vampiros das almas e O iluminado. Será que Will não via que éramos feitos um para o outro ?

 

Final da Parte I

Mais tarde eu coloco a parte II por que a história é meio grande e talvez eu divida em XX  partes, espero que gostem ! Vocês já leram a história antes ? 

 

 

                                                                                                              Xoxo,

                                                                                                                             Nanda !

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